A Zamp (BKBR3), controladora do Burger King e do Popeyes no Brasil, informou que recebeu uma carta de um grupo de acionistas, que representam 22,55% do seu capital social total, comunicando que não possui interesse em aceitar a oferta de aquisição de ações (OPA, na sigla em inglês) feita pelo Mubadala.
A carta, informada pela Zamp, é assinada pela Atmos Capital, Fitpart Global Fund, BRL Trust, Mar Asset Management, Vista Capital, Indie Capital e GTI Administração e vem após o fundo soberano de Abu Dhabi elevar a oferta de R$ 7,55 por ação para R$ 8,31 por ação.
“Os signatários informam que não estão vinculados por acordo e que não estão agindo em conjunto ou representando um mesmo interesse”, escrevem os acionistas.
O prazo de subscrição na oferta termina na segunda-feira (26).
Zamp (BKBR3) pode ter contrato rescindido pela RBI
A dona do Burger King Brasil, pode ter seu contrato rescindido pela Restaurant Brands International (RBI), dona mundial do Burger King, caso a empresa seja adquirida pelo fundo árabe.
A MC Brazil F&B se mostrou surpreendida com a postura da RBI por meio de uma carta publicada nesta segunda-feira (19).
“As manifestações surpreenderam a ofertante, na medida que, a despeito da fundamental relevância dos contratos de franquia e de licenciamento relacionados às marcas Burger King e Popeys, nem o Prospecto da Oferta Pública Inicial de Ações nem o Formulário de Referência indicam, de forma explícita, que a aquisição ou alteração do controle da empresa constituem hipótese de rescisão dos contratos”, defenderam os representantes do fundo.
O Mubadala informou que está disponível para conversar com a companhia e a RBI. Segundo o fundo, ambas apenas se manifestaram quando foi relatada a possibilidade de mudanças nos termos e condições dos contratos em decorrência da oferta de compra.
Em resposta ao fundo dos Emirados Árabes, o Conselho de Administração da Zamp escreveu em carta que acredita que a aquisição não levaria a uma modificação ou rescisão do contrato com a RBI. Apesar disso, os próprios executivos citam que é impossível afirmar que “a Restaurants Brands International, na qualidade de franqueadora, concordaria com a opinião do Conselho de Administração”.