Nos lares brasileiros, o consumo cresceu 0,95% em setembro de 2024, na comparação com setembro de 2023, disse Marcio Milan, vice-presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (31).
O consumo está em nível positivo no acumulado deste ano, alinhado à projeção de alta de 2,50%. No entanto, anteriormente, na passagem de agosto para setembro, houve uma queda de 1,30%.
Milan explicou que essa baixa mensal tem relação com a sazonalidade devido ao maior consumo na celebração do Dia dos Pais, além disso, o mês de setembro tem um dia a menos no calendário.
De janeiro a outubro, o setor de consumo registrou a inauguração de 279 lojas, informou Milan, de acordo com a “CNN”.
O destaque do vice-presidente da Abras foi que o crescimento gradual do emprego formal e a melhora na renda das famílias têm ajudado o consumo, A expectativa da Associação é que o indicador siga positivo no resto do ano.
“É importante a regularidade do governo com programas de transferência de renda”, falou Milan.
Mercado de “bets” reduz consumo e agrava crises de dívida e saúde no Brasil
Desde 2018, as apostas esportivas online vêm operando no Brasil sem regulamentação, criando um mercado bilionário impulsionado por uma forte presença na mídia e nas redes sociais.
No entanto, o dinheiro investido nessas “bets” tem gerado endividamento e problemas de saúde mental em muitas famílias brasileiras, além de impactar setores econômicos como o consumo e a poupança, segundo pesquisas e estudos.
Os números são expressivos. Um levantamento do Itaú revelou que, entre junho de 2023 e junho deste ano, os brasileiros perderam R$ 23,9 bilhões em apostas esportivas, com um efeito especialmente severo nas camadas mais pobres da população. No período, o mercado de bets movimentou cerca de 68,20 bilhões de reais no país.
A liberação das apostas ocorreu em dezembro de 2018, com a expectativa de que a regulamentação fosse implementada em até quatro anos, o que não se concretizou.
Em 2023, o Congresso aprovou uma parte inicial da regulação proposta pelo governo Lula, e uma segunda fase, com normas detalhadas definidas pelo Ministério da Fazenda, entrará em vigor a partir de outubro.