O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), afirmou nesta sexta-feira (20) que o pacote de ajuste fiscal enviado pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional é o “início de uma jornada de responsabilidade fiscal”, e não um “exaurimento”.
Segundo Pacheco, 2025 será pautado por um debate referente à qualidade dos gastos públicos.
“O pacote não é um exaurimento. É o início de uma jornada de responsabilidade fiscal. Depois de entregue a reforma tributária, certamente 2025 vai ser pautado por uma discussão da qualidade do gasto público”, afirmou o presidente do Senado, de acordo com o “InfoMoney”.
“O tamanho do Estado brasileiro, combater privilégios, desperdícios, excessos e ter mais eficiência nos gastos públicos”, acrescentou.
Lula chama Lira e Pacheco em meio à insatisfação de parlamentares
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), para uma reunião no Palácio do Planalto no fim da tarde.
O tema central da conversa são as emendas parlamentares, motivo de insatisfação nas duas Casas, que podem travar votações cruciais para o governo, como a reforma tributária e o pacote fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Deputados e senadores estão descontentes com a condução do tema pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), ex-ministro da Justiça do governo Lula.
Dino havia bloqueado a liberação de emendas em agosto, apontando falta de transparência em algumas delas. Posteriormente, mediou um acordo entre os Poderes para estabelecer novas regras, mas as condições impostas para os pagamentos desagradaram parlamentares. As informações são do “Valor”.
Com sinais de insatisfação no Congresso, o governo acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar flexibilizar as exigências estabelecidas por Dino.
“Estou muito otimista com o que vai acontecer neste país. E fiquei mais otimista com o lançamento do programa que nós anunciamos agora: desde a isenção para quem ganha até R$ 5 mil até a tentativa de a gente moralizar os benefícios públicos, porque nem tudo é correto. Mas, sobretudo, de a gente cobrar renda das pessoas mais ricas”, disse Lula em outra ocasião.