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O núcleo do PCE (índice de preços de gastos com consumo), dos EUA, subiu 0,3% em janeiro em relação a dezembro, segundo dados do Departamento de Comércio do país divulgados nesta sexta-feira (28). O índice ficou dentro das expectativas do mercado. No ano, a alta foi de 2,6%.
A previsão média de economistas consultados pela “Reuters” era de uma alta no núcleo de 0,3% na comparação mensal e de 2,6% anualmente.
O departamento também revisou o índice de dezembro, que foi de uma alta anual de 2,8% para 2,9%.
Já o índice cheio de janeiro aumentou 0,3% em relação a dezembro e 2,5% no ano, ficando, também, de acordo com as expectativas.
Essas informações são importantes para que os agentes do mercado avaliem a situação da economia norte-americana e façam previsões para as próximas decisões do Fed, já que o PCE é o índice de inflação preferido da instituição.
Ovos: preços nos EUA podem subir 41% em 2025
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) considera que os preços dos ovos no país podem subir 41% neste ano, como reflexo do surto de gripe aviária. Em fevereiro, o preço médio atingiu um recorde de US$ 4,95 a dúzia (R$ 28,85, na cotação atual).
Segundo informações do “Estadão Conteúdo”, há lugares do país em que consumidores estão pagando US$ 1 por ovo.
Desde que o surto da doença começou, em 2022, foram abatidas 166 milhões de aves. O mês de janeiro deste ano teve um recorde de abates, de 19 milhões de galinhas poedeiras.
Na quarta-feira (26), a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, apresentou um plano de cinco etapas para combater a doença e a alta nos preços dos ovos. A estratégia inclui investimentos de US$ 1 bilhão e importação de ovos.
Porém, Rollins afirma que pode demorar algum tempo para que os consumidores se beneficiem das medidas. Segundo ela, os preços devem continuar subindo até a Páscoa, quando a demanda costuma ser mais alta.
De acordo com a secretária, a pasta está em negociação para importar entre 70 milhões e 100 milhões de ovos nos próximos meses.
O plano também determina um investimento de US$ 500 milhões para reforçar a biossegurança nas granjas, US$ 400 milhões para produtores afetados pela doença e US$ 100 milhões para pesquisa e, possivelmente, desenvolvimento de vacinas para a gripe aviária.