
Em nota de pesquisa enviada a clientes nesta quinta-feira (03) o JPMorgan aumentou os riscos para uma recessão da economia global. O aviso foi baseado na expectativa do impacto causado pelas tarifas do presidente norte americano Donald Trump na quarta-feira (02).
Os analistas do banco salientaram que as chances de uma retração generalizada aumentaram para 60%, frente 40% do relatório anterior. O aumento em mais de 10% a mais de 60 países com déficit comercial persistente com os EUA gera grande preocupação em mercados do mundo todo.
Especialistas do órgão alertam para aumento no custo de alimentos básicos como café e açúcar no território americano. Automóveis e eletrodomésticos devem ter aumento nos preços e as taxações levam a um crescimento na taxa de impostos para 22p.p (pontos percentuais). A carga tributária dos EUA agora pesa 2,4% no PIB (Produto Interno Bruto) do país. As informações são do portal Exame.
JPMorgan sugere que crise pode ser evitada
No informe, o banco considera o aumento das tarifas como a maior alta de impostos empreendida pelos EUA desde a segunda guerra mundial. “O dano econômico pode se agravar caso outros países adotem represálias”, advertiu o documento.
Apesar do pessimismo, o JPMorgan declarou que a estagnação pode ser controlada. As políticas podem ser revertidas ou ajustadas nas próximas semanas, contudo, a instituição alerta que a adoção completa dos embargos, mesmo que em curto período pode ressoar em choques econômicos.
O sentimento de negócios nos EUA diminui à medida que as cadeias de suprimento global serão afetadas. O fato, eventualmente levará a recessão econômica ainda neste ano, conclui o informe.
Fed precisa avaliar riscos de inflação com ‘tarifaço’ de Trump
As autoridades do Fed (Federal Reserve), Banco Central dos EUA, disseram precisar de mais detalhes antes de projetar o impacto dos planos comerciais do presidente norte-americano Donald Trump.
Membros do Fed podem ter obtido mais do que esperavam na quarta-feira (2), quando ele revelou tarifas abrangentes que, segundo analistas, podem mudar drasticamente as perspectivas econômicas do país.
As taxas, que Trump exibiu como uma tabela de classificação global de impostos sobre importação, apresentam uma linha de base de 10% para os principais parceiros comerciais, como a União Europeia, uma alíquota ainda mais alta de 25% para Canadá e México, enormes 46% para o Vietnã e potencialmente mais de 50% para a China.