Abertura do mercado

Ibovespa derrete após reação da China a ‘tarifaço’; dólar sobe

No último dia da semana marcada pelo “tarifaço”, a reação da China às medidas comerciais dos EUA deve gerar um grande impacto nos mercados

Foto: Freepik
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O Ibovespa,principal índice de Bolsa de Valores, a B3, iniciou o pregão que encerra a semana do “tarifaço” em forte queda, enquanto os investidores digerem a reação da China às novas taxas de Trump.

Por volta das 10h34 (horário de Brasília) o marcador apresentava uma queda de 2,42%, aos 127.961 pontos.

Já o dólar comercial seguia o sentido contrário, ao passo que avançava 2,39%, cotado a R$ 5,76.

O dólar à vista avançava com força em relação ao real nesta sexta-feira, seguindo a tendência de valorização da moeda norte-americana frente a outras moedas emergentes. 

A alta do dólar reflete o aumento das preocupações com uma possível guerra comercial global, especialmente após a resposta da China às tarifas impostas por Trump, o que tem gerado um clima de incerteza no mercado.

Mercados enfrentam volatilidade com reação da China e dados do payroll

No último dia da semana marcada pelo “tarifaço” de Donald Trump, a reação da China às medidas comerciais dos EUA deve gerar um grande impacto nos mercados, o que pode diminuir o alívio que o mercado brasileiro experimentou no primeiro pregão após o anúncio de Trump. 

Fernando Cesar, especialista em investimentos da WIT Invest, observa que, enquanto a bolsa brasileira se distanciou dos demais mercados globais na véspera, é provável que, nesta sexta-feira (4), o mercado acionário enfrente uma grande volatilidade.

O especialista também ressalta que o setor bancário, que teve um bom desempenho na quinta-feira, assim como o setor de energia, podem ajudar a suavizar os efeitos das turbulências externas. Além disso, a atenção dos investidores estará voltada para novos dados econômicos dos Estados Unidos.

Impacto do Payroll nos mercados

O relatório do “payroll” indicou que os EUA criaram 228 mil empregos em março, superando a expectativa do mercado, que previa a criação de 138 mil vagas, abaixo das 151 mil de fevereiro. Esse dado é o mais relevante dos três que serão divulgados sobre o mercado de trabalho, sendo considerado o mais importante da série.

EUA

Os contratos futuros de Nova York reduziram parcialmente suas perdas após a divulgação do payroll de março.

Antes disso, os índices já registravam quedas significativas, refletindo o impacto do “tarifaço” de Trump, que aumentou as preocupações com uma possível recessão na maior economia global.

O relatório do payroll revelou que foram criados 228 mil novos postos de trabalho no mês passado, superando as estimativas de 140 mil. No entanto, a taxa de desemprego subiu para 4,2%, contrariando a expectativa de estabilidade em 4,1%.

Cotação dos índices futuros dos EUA:

Dow Jones Futuro: -0,79%

S&P 500 Futuro: -0,51%

Nasdaq Futuro: -0,17%

Agenda do dia

▪️ 03h00 – Alemanha/Destatis: Encomendas à indústria (fev)

▪️ 08h00 – FGV: IGPI-DI e índice de Variação de Aluguéis (mar)

▪️ 09h30 – EUA/Dept°. do Trabalho: Payroll de março

▪️ 14h00 – EUA/Baker Hughes: poços e plataformas em operação

▪️ 15h00 – Mdic: Balança comercial de março

Eventos

▪️ 12h25 – EUA/Fed: Jerome Powell discursa em conferência

▪️ 13h00 – EUA/Fed: Michael Barr discursa em evento

▪️ 13h45 – EUA/Fed: Christopher Waller participa de conferência