Sem lucro

Correios perdem R$ 2,2 bilhões com 'taxa das blusinhas'

Confira a realidade financeira dos Correios em 2024, com uma queda de 37% na arrecadação em decorrência do Remessa Conforme.

Correios / Divulgação
Agência dos Correios / Divulgação

Os Correios enfrentaram uma perda significativa de arrecadação em 2024 devido ao programa Remessa Conforme.

A iniciativa do governo federal reduziu a alíquota do imposto de importação sobre compras internacionais, impactando diretamente a estatal.

Correios: queda na arrecadação

A estatal esperava arrecadar R$5,9 bilhões com o transporte de compras importadas da China. 

No entanto, com a chamada “taxa das blusinhas”, os Correios obtiveram apenas R$3,7 bilhões. 

Esse valor representa uma redução de 37% em comparação com a estimativa inicial.

Correios e o impacto do remessa conforme

Mesmo ao considerar os efeitos do Remessa Conforme, a previsão dos Correios ainda era de R$4,9 bilhões. 

Entretanto, a arrecadação real ficou R$1,7 bilhão abaixo dessa projeção. 

Esse cenário agrava a situação financeira da estatal, que registrou um déficit de R$3,2 bilhões no ano passado.

Preocupação do Governo

O Ministério da Gestão e Inovação apontou os Correios como uma das principais preocupações do governo federal. 

O presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, destacou os impactos negativos do programa durante um evento na Câmara dos Deputados. 

Segundo ele, a empresa contava com uma receita maior, mas o cenário resultou em prejuízo.

Perspectivas para o futuro

A estatal busca alternativas para reverter esse quadro. Empresas podem adotar medidas como reajustes operacionais e parcerias estratégicas. 

No entanto, o impacto do Remessa Conforme continua sendo um desafio para os Correios.

A situação exige atenção do governo e do setor logístico. 

Caso não haja mudanças, os resultados financeiros podem continuar sendo afetados nos próximos anos.

Correios: déficit de R$3,2 bilhões é atribuído a privatização 

O déficit de R$3,2 bilhões registrado em 2024 pelos Correios foi atribuído às tentativas de privatização da empresa pelo governo Jair Bolsonaro (PL), de acordo com o presidente da companhia, Fabiano Silva, em entrevista a jornalistas no Planalto nesta sexta-feira (31).

Segundo Silva, os resultados ainda não são finais e o desempenho dos Correios pode ser melhor: “ Quando uma empresa é sucateada como ela foi para ser vendida, temos um trabalho grande para recuperar”, afirmou na coletiva, como apurou o portal Exame.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o representante dos correios e a ministra de Gestão e Inovação de Serviços Públicos, Esther Dweck, para discutir o prejuízo da companhia.