No pregão desta sexta-feira (4), o Índice de Volatilidade VIX, conhecido como o “índice do medo”, disparou 50,90%, aos US$ 44,50. A alta veio após a China retaliar as tarifas de Donald Trump, presidente dos EUA, o que refletiu a escalada dos temores de uma guerra comercial.
O índice do medo chegou a seu maior patamar desde março de 2020, na pandemia. Sua maior pontuação foi registrada na crise de 2008, quando fechou em 80,86 pontos.
No começo desta semana, Trump anunciou que aplicará uma tarifa de pelo menos 10% a todos os exportadores para os EUA. No caso da China, a taxação foi de 34%, o que levou o governo asiático a rebater com tarifas adicionais de 34% sobre os produtos norte-americanos nesta sexta-feira (4).
A projeção é que as tarifas recíprocas adotadas pela Casa Branca podem reduzir o PIB global entre 0,5% e 0,7% este ano e causar um “choque estagflacionário” nos EUA. Esse cenário poderia elevar a inflação em 1,5 ponto porcentual e fazendo o PIB cair de 1% a 1,5% em 2025, calculou o BofA (Bank of America).
JPMorgan prevê chance de 60% de recessão nos EUA
O JPMorgan passou a ver uma chance maior de uma recessão global e nos EUA, estimando a probabilidade em 60%, à medida que instituições financeiras se esforçam para revisar seus modelos de previsão, enquanto as tensões comerciais ameaçam minar a confiança de empresários e desacelerar o crescimento.
O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas sobre dezenas de países nesta semana. A China retaliou, nesta sexta-feira (4), com suas próprias taxas sobre produtos norte-americanos, elevando as preocupações com a escalada de uma guerra comercial e causando perdas nos mercados globais.
O JPMorgan afirmou que agora vê 60% de chance de a economia global entrar em recessão até o final do ano, ante os 40% anteriores.
“As políticas dos EUA têm sido reconhecidas como o maior risco para as perspectivas globais durante todo o ano”, afirmou o banco, de acordo com o Investing, na quinta-feira (3). A instituição acrescentou que a política comercial do país se tornou menos favorável aos negócios do que o previsto.
“O efeito provavelmente será ampliado por meio de retaliações tarifárias, uma queda na confiança empresarial dos EUA e interrupções na cadeia de suprimentos”, acrescentou o documento.
O S&P Global também elevou sua probabilidade “subjetiva” de uma recessão nos EUA para entre 30% e 35%, ante os 25% em março.
Na semana passada, antes do anúncio de 2 de abril, o Goldman Sachs também elevou a probabilidade de uma recessão nos EUA de 20% para 35%, observando que os fundamentos econômicos não eram tão fortes quanto nos anos anteriores.