A estimativa da safra de milho brasileira para a temporada 2024/202 foi revisada para cima em 4%, para 137,4 milhões de toneladas, após ajustes na projeção da área plantada nas principais regiões do país. Informações são de um relatório da LSEG nesta quinta-feira (28).
As alterações abrangem tanto o milho de primeira safra quanto o milho de segunda safra, conhecido como “safrinha”, nas áreas do Centro-Oeste, Sul e Nordeste, disse a Reuters, via Investing.com.
A revisão tem como base a adoção de projeções de área plantada com milho segunda safra publicadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), especialmente nos três principais estados produtores de “safrinha”: Mato Grosso, Paraná e Goiás.
“(Nesses Estados), as discrepâncias em relação às estimativas anteriores foram consideradas excessivas”, disse o relatório. Como resultado, a segunda safra de milho foi estimada em 110,1 milhões de toneladas, um aumento de 7,3 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior.
O relatório observa que as projeções para a temporada 2025/26 serão divulgadas no início de outubro.
Governo anuncia compra de itens afetados pelo tarifaço
O governo federal anunciou a compra de açaí, uva, água de coco, mel, manga, pescados e castanhas diretamente de produtores – tanto familiares quanto empresas – afetados pela tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil imposta pelos EUA.
Adquiridos sem necessidade de licitação, os produtos serão usados na merenda escolar de instituições públicas de ensino, hospitais, restaurantes universitários e para as Forças Armadas. A medida divulgada conjuntamente pelos ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA) já está valendo e não tem data para terminar.
“Nós já temos um potente programa de compras públicas. Os preços levam em consideração uma remuneração adequada ao produtor”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. O governo age principalmente para evitar a perda desses produtos perecíveis, já que não há solução imediata no mercado internacional.