STF marca julgamento

Bolsonaro vai a julgamento? Veja a agenda completa

Sessões serão intensificadas e podem durar 27 horas

Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 no STF (Foto: Gustavo Moreno /STF)
Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 no STF (Foto: Gustavo Moreno /STF)

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) dará início, na próxima terça-feira (2), ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus investigados no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022.

A análise do caso será conduzida pelo ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado, que agendou sessões extras para garantir o andamento da ação penal envolvendo o chamado “núcleo 1” da suposta articulação golpista.

Diferente do formato habitual — em que os julgamentos da turma ocorrem apenas nas tardes de terça-feira —, o ministro Zanin determinou a realização de seis sessões adicionais, com o objetivo de garantir tempo suficiente para a análise do caso.

Ao todo, o julgamento poderá se estender por até 27 horas, distribuídas ao longo de cinco dias. Em dois deles, as sessões ocorrerão das 9h às 12h. Nos outros três, o STF funcionará em dois turnos: das 9h às 12h e das 14h às 19h.

Réus não precisam comparecer presencialmente

Os réus não são obrigados a comparecer presencialmente ao julgamento. O tenente-coronel Mauro Cid decidiu não estar presente fisicamente para evitar constrangimentos com os demais acusados. É o que afirma apuração da CNN.

Além de Bolsonaro, os demais réus integram o núcleo central da acusação que investiga os eventos que, segundo a Procuradoria-Geral da República, buscavam invalidar o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O julgamento é visto como um dos momentos mais sensíveis da recente história política brasileira e pode trazer desdobramentos significativos no cenário eleitoral de 2026.

Sessões serão intensificadas e podem durar 27 horas

Para dar celeridade ao processo, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, programou sessões extraordinárias além dos julgamentos ordinários que tradicionalmente ocorrem às terças-feiras à tarde. Ao todo, o julgamento pode se estender por até 27 horas de análise.

Confira o calendário completo:

  • 2 de setembro (terça-feira)
    Sessões: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
  • 3 de setembro (quarta-feira)
    Sessão: 9h às 12h (Extraordinária)
  • 9 de setembro (terça-feira)
    Sessões: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
  • 10 de setembro (quarta-feira)
    Sessão: 9h às 12h (Extraordinária)
  • 12 de setembro (sexta-feira)
    Sessões: 9h às 12h e 14h às 19h (ambas Extraordinárias)

Os réus não precisam comparecer presencialmente às sessões, e parte deles já optou por acompanhar o julgamento à distância para evitar constrangimentos — como é o caso do tenente-coronel Mauro Cid.

Quem são os réus do núcleo 1 da ação penal

A denúncia do Ministério Público Federal foca no grupo que teria atuado no alto escalão do governo e das Forças Armadas para articular uma ruptura institucional após a derrota de Bolsonaro nas urnas.

Veja os nomes:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República
  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e da Casa Civil; foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens da Presidência
  • Alexandre Ramagem – deputado federal e ex-diretor da Abin
  • Almir Garnier – almirante e ex-comandante da Marinha
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
  • Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa