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Raízen (RAIZ4) vende suas usinas no Mato Grosso do Sul por R$ 1,5 bi

O valor total da operação é estimado em R$ 1,54 bilhão, sendo cerca de R$ 1,32 bilhão referente aos ativos

Fonte: Adobe Stock
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A Raízen (RAIZ4) vendeu as usinas Rio Brilhante e Passa Tempo, ambas situadas no Mato Grosso do Sul, para a Cocal Agroindústria. A operação inclui ainda a cessão da cana própria e dos contratos com fornecedores vinculados a essas unidades. As informações foram divulgadas pela empresa nesta sexta-feira (29).

Segundo o comunicado, as usinas contam com capacidade instalada de aproximadamente 6 milhões de toneladas por safra.

O valor total da operação é estimado em R$ 1,54 bilhão, sendo cerca de R$ 1,32 bilhão referente aos ativos e aproximadamente R$ 218 milhões correspondentes aos investimentos em manutenção de entressafra deste ano, que serão integralmente assumidos pelo comprador.

A Raízen receberá o valor à vista na conclusão da operação, que, segundo o MoneyTimes, está sujeita a eventuais ajustes usuais para este tipo de negócio.

Raízen cai quase 10% após Petrobras negar investimento e Citi rebaixar recomendação

Raízen (RAIZ4) despencava quase 10% no início da tarde desta terça-feira (19), em um pregão já negativo para o Ibovespa, após a Petrobras (PETR4) negar qualquer intenção de investir na joint venture entre Shell e Cosan. O movimento foi reforçado pelo rebaixamento do Citi para as ações da companhia.

Por volta das 13h09 (horário de Brasília), os papéis da Raízen recuavam 9,57%, cotados a R$ 1,04. No acumulado de 2025, a empresa já perde cerca de 70% de valor de mercado.

A resposta da Petrobras veio após reportagem do jornal O Globo, publicada na segunda-feira (18), afirmar que a estatal avaliava adquirir ativos da Raízen para retomar presença no setor de etanol e distribuição.

No mesmo contexto, a Raízen enfrenta pressões após divulgar resultados abaixo do esperado no primeiro trimestre da safra 2025/26 e admitir que avalia uma capitalização, com possível entrada de novos investidores. Segundo o Money Times, diante do cenário, o Citi cortou a recomendação de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 2,00 para R$ 1,30, queda de 35%.