
A XP Investimentos elevou o preço-alvo das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) para 2026 de R$ 43 para R$ 45. A corretora também reafirmou a recomendação de compra e manteve o papel como top pick do setor, destacando o potencial de valorização de 17%, mesmo após a alta de 38% acumulada neste ano.
De acordo com a XP, o ITUB4 negocia a 8,2 vezes preço/lucro (P/L) e 1,9 vez preço/valor patrimonial (P/VPA) estimados para 2026. Em comparação, Banco do Brasil, Santander e Bradesco estão bem abaixo desses níveis, disse o Money Times.
O prêmio do Itaú, na visão da XP, é justificado por um ROE (Retorno Sobe Patrimônio) estruturalmente mais alto, forte rentabilidade em todas as linhas de negócio, níveis sólidos de eficiência e histórico consistente na alocação de capital.
Os investimentos em tecnologia e transformação cultural também foram destacados pela XP Investimentos. Para a corretora, esses aspectos põem o Itaú na liderança entre os bancos incumbentes no Brasil, com os melhores índices de inadimplência, eficiência e rentabilidade. A expectativa é de que, em breve, o banco forneça mais visibilidade sobre seu roteiro de eficiência — tema que deve ser discutido no Itaú Day 2026, em 2 de setembro.
Paralelamente aos avanços digitais, o Itaú deve preservar uma rede relevante de agências físicas. A XP Investimentos estima que o número não ficará significativamente abaixo de 1.500 unidades (hoje em torno de 2.114), dada a importância para certos segmentos e linhas de crédito. Essa estratégia “phygital” deve manter o alcance nacional, ainda que acompanhada por uma estrutura de pessoal mais enxuta, disse.
Os analistas também ressaltaram que cerca de 18% da força de trabalho do Itaú está em posições ligadas à tecnologia, contra 30% do Nubank, considerado referência no setor. Para eles, a digitalização crescente permitirá reduzir custos (CTS), tornar alguns nichos de clientes novamente lucrativos e abrir espaço para que o ROE supere 25% nos próximos anos.