Inédito

BB lança 'vaquinha virtual' para investidores

O Cofrinho BB foi lançado, inicialmente, para jovens de 8 a 17 anos, mas foi estendido ao público geral em maio deste ano.

Banco do Brasil (BBAS3)
Banco do Brasil (BBAS3) (foto: reprodução)

O BB (BBAS3) incorporou ao Cofrinho BB um recurso inédito no mercado: o pedido de contribuição.

De acordo com o Valor investe, a ferramenta funciona como uma “varinha virtual”, permitindo que os clientes compartilhem objetivos financeiros e recebam recursos de familiares e amigos via Pix, de maneira prática e segura.

O Cofrinho BB foi lançado, inicialmente, para jovens de 8 a 17 anos, mas foi estendido ao público geral em maio deste ano. Ferramenta já acumula mais de R$ 330 milhões aplicados, beneficiando 140 mil clientes. Entre os cotistas, 62% deles têm até 40 anos.

Na prática, um adolescente pode receber apoio ao formar reserva para a faculdade, um casal pode arrecadar para a lua de mel, um grupo de amigos pode poupar recursos para um projeto. Entenda alguns pontos importantes:

  • A função é gratuita e permite começar a investir com apenas R$ 0,01;
  • ⁠Enquanto a arrecadação acontece, os valores permanecem rendendo;
  • Os rendimentos não são atrelados a nenhum valor mínimo;
  • O crédito do resgate é automático e o horário de movimentação é até às 23h;
  • O link da vaquinha pode ser compartilhado em aplicativos de mensagens e permite contribuições vindas de qualquer instituição financeira;
  • Os valores são investidos em um fundo de renda fixa simples de baixíssimo risco que busca acompanhar a taxa Selic.

“Lançamos a funcionalidade em um cenário que carece de iniciativas voltadas a disseminar a cultura de investir: apenas 33% dos brasileiros conseguiram poupar em 2024, e menos da metade aplicou os valores em produtos financeiros, de acordo com dados da Anbima. Nesse contexto, o Cofrinho BB busca atuar como uma ponte entre guardar e investir, aproximando diferentes perfis de clientes de uma relação mais saudável com o dinheiro”, disse Mário Perrone, chefe de Captação e Investimentos do Banco do Brasil.

Apenas 1% do Brasil detém 27% de toda a renda nacional

Um estudo revelou que, no Brasil, o 1% mais rico detém 27,4% de toda a renda nacional, patamar que coloca o país entre os mais desiguais do mundo. Dentro desse grupo, o 0,1% mais rico (150 mil pessoas) concentra 12,4%, enquanto o 0,01% mais rico (15 mil pessoas) reúne 6,1% da renda total.

Conduzida pelo EU Tax Observatory em parceria com a Receita Federal, a pesquisa também aponta que a estrutura tributária brasileira é regressiva. O brasileiro médio paga cerca de 42,% da sua renda em tributos, enquanto os milionários em dólar — com rendimentos anuais acima de R$ 5,5 milhões — têm carga efetiva de 20,6%. Dados via Times Brasil.