
O volume financeiro do Setor Imobiliário dentro do mercado de capitais cresceu 7,5%, somando R$ 697 bilhões entre dezembro de 2024 e setembro de 2025. Dados da 2ª edição do Boletim CVM (Comissão de Valores Mobiliários) Setor Imobiliário foram divulgados nesta segunda-feira (17).
Considerando o volume financeiro total do mercado de capitais, a variação foi de 12% nos últimos nove meses, passando de R$ 15,3 Tri, para R$ 17,2 Tri.
“Isso significa que, nesse período, a fatia do mercado de capitais correspondente ao setor imobiliário teve uma redução no período de cerca de 4% (saindo de uma representação de 4,23% do total em DEZ/24 para uma representação de 4,06% do total em SET/25)”, diz o estudo.
Os FII (Fundos de Investimento Imobiliário) tiveram crescimento de 5,9%, com patrimônio líquido de R$ 370 bilhões. Já os CRI (Certificados de Recebíveis) Imobiliários apresentaram aumento de 9,6% no período (R$ 245 bilhões).
O documento, publicado trimestralmente, reúne dados quantitativos e acessíveis aos usuários, detalhando a evolução da participação do setor imobiliário no mercado de capitais, com destaque para o desempenho dos FIIs e dos CRIs.
FII e FIDC se destacam no mercado de capitais no terceiro trimestre
Até o final do terceiro trimestre, o total de valores mobiliários emitidos foi de R$ 630,9 bilhões, disse a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). FIIs, FIDCs e plataformas de crowdfunding foram os principais destaques do período.
Dados constam no Boletim Econômico, publicado trimestralmente pela ASA (Assessoria de Análise Econômica, Gestão de Riscos e Integridade).
Durante o período, a indústria de FIIs (Fundos Imobiliários) emitiu um volume de 13,9% do que no mesmo período do ano passado, tcom R$ 68,8 bilhões e contra R$ 60,4 bilhões, respectivamente.
A indústria dos FIDCs (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) teve um aumento de 8,6% nas emissões. Foram registrados R$ 97,9 bilhões no terceiro trimestre de 2025 contra R$ 90,1 bilhões no mesmo período de 2024.
Considerando apenas os ativos de renda fixa (debêntures, notas promissórias, FIDCs e Certificados de Recebíveis diversos) foi observado um pequeno decréscimo de cerca de 3% no total de emissões (R$ 525,2 bilhões, contra R$ 541,1 bilhões no mesmo período em 2024).
De acordo com apurado pela ASA, as plataformas de crowdfunding (investimentos participativos) registraram crescimento pelo terceiro trimestre seguido em 2025.