Donald Trump e Joe Biden (Foto: Adam Schultz/White House)
Donald Trump e Joe Biden (Foto: Adam Schultz/White House)

O atual presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou sexta-feira (28) que vai cancelar todas as ordens executivas assinadas pelo ex-presidente do país, Joe Biden, utilizando o autopen – ferramenta que permite reproduzir assinaturas de maneira automática. Informações via Exame.

Através da sua rede social, a Truth Social, o republicano disse que as ordens assinadas por Biden seriam inválidas ao utilizar o autopen, e destacou que o democrata utilizou o equipamento em  92% das suas assinaturas.

“Qualquer documento assinado pelo Joe Biden com a ‘Autopen’, o que representa aproximadamente 92% deles, é por meio deste documento anulado e não terá mais validade ou efeito. O uso da ‘Autopen’ é proibido sem a aprovação específica do Presidente dos Estados Unidos. Os lunáticos da esquerda radical que cercam Biden ao redor da bela Mesa Resolute no Salão Oval lhe roubaram a Presidência”, escreveu Trump.

Trump chamou o seu predecessor de “corrupto” e disse que considera todos os que usaram o recurso do autopen “corruptas”.

“Por meio deste documento, cancelo todas as Ordens Executivas e qualquer outro documento que não tenha sido assinado diretamente pelo Joe Biden corrupto, pois as pessoas que operaram a ‘Autopen’ agiram ilegalmente. Joe Biden não esteve envolvido no processo da caneta automática e, se ele disser que esteve, será processado por perjúrio. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!”

O republicano questiona a validade das ações de Trump, especialmente perdões, alegando que as decisões podem ter sido tomadas por assistentes de Biden, sem o seu conhecimento direto. Em resposta, o governo iniciou uma investigação para apurar o caso.

O que é o autopen?

O autopen é um dispositivo capaz de replicar assinaturas autênticas, sendo utilizado por vários presidentes dos EUA há décadas.

Após ataque, Trump ordena revisão de green cards de 19 países

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou nesta quinta-feira (27) uma revisão dos green cards concedidos a estrangeiros de 19 países que vivem atualmente no país. O green card permite a residência permanente de um cidadão estrangeiro nos EUA.

A determinação ocorre um dia depois do ataque a tiros perto da Casa Branca, em Washington, que deixou dois soldados da Guarda Nacional feridos — um deles morreu na noite de quarta-feira após não resistir aos ferimentos. Segundo autoridades, o ataque foi cometido por um homem do Afeganistão.

A lista dos países é a mesma utilizada nas restrições de viagem anunciadas pelo governo Trump em junho de 2025. Na ocasião, cidadãos de 12 países foram totalmente proibidos de entrar nos EUA; nos outros sete, houve restrições adicionais.