
A indústria estética global promete movimentar US$ 148 bilhões até 2033, crescendo a uma taxa anual de 6%, segundo projeções da S&S Insider divulgadas no relatório Global Aesthetics Market Overview (2026-2033).
Avaliado em US$ 87 bilhões em 2025, o setor mantém trajetória de expansão mesmo diante das mudanças no comportamento dos consumidores. Além disso, o relatório aponta que a demanda continua firme em todas as regiões.
O crescimento é impulsionado principalmente por tratamentos injetáveis. Toxina botulínica e preenchimentos dérmicos respondem por 40% da receita total do mercado. Além disso, o estudo mostra que 50% dos novos pacientes mencionam mídias sociais e celebridades como influências centrais na decisão de recorrer a procedimentos estéticos.
Tendências para 2026
A pesquisa “2026 Global Predictions”, da Mintel, identificou três tendências que devem moldar o setor no próximo ano: beleza metabólica, sinergia sensorial e a importância do toque humano.
Na prática, os consumidores estão ultrapassando a linha puramente estética e avançando rumo ao bem-estar, com a saúde metabólica emergindo como novo pilar da beleza. No Brasil, essa tendência se manifesta na crescente valorização de práticas wellness que buscam equilíbrio entre corpo e mente.
“A saúde metabólica não se limita ao controle de peso ou à aparência externa. Ela envolve o equilíbrio de hormônios, eficiência energética das células e a capacidade do corpo se regenerar”, explica o Dr. Octávio Guarçoni, especialista em saúde metabólica. “Os resultados estéticos são mais duradouros quando integrados à saúde de forma geral.”
Brasil no radar dos mercados emergentes
Índia, China, Brasil e Emirados Árabes Unidos representam juntos cerca de 25% do volume de novos procedimentos nos mercados emergentes. Por isso, o Brasil se destaca cada vez mais. O país vive um aumento da demanda por tratamentos que combinam estética, metabolismo e estilo de vida.
Além disso, a medicina estética e integrativa voltada para emagrecimento, reposição hormonal e promoção do bem-estar deve se popularizar ao longo de 2026. Tratamentos a laser e contornos corporais, por sua vez, aparecem entre os mais procurados pelos consumidores.
Experiência e evidência científica
O relatório da Mintel aponta que 78% dos brasileiros concordam que as marcas de beleza deveriam fornecer mais evidências científicas para validar suas afirmações. Essa demanda por comprovação também se reflete na busca por tratamentos estéticos.
O estudo indica ainda que até 2030 as marcas que prosperarem serão aquelas que fizerem a transição da eficácia clínica para a construção de narrativas experimentais. Na prática, isso significa investir em experiências imersivas, atendimento personalizado e tecnologia de ponta.