
O início de 2026 trouxe um tom construtivo aos mercados financeiros internacionais.
As bolsas globais avançam nas primeiras negociações do ano, embaladas pelo desempenho das ações de tecnologia e por sinais de retomada do apetite por risco, especialmente nos Estados Unidos e na Ásia.
O movimento também se reflete no câmbio, com o dólar ajustando posições após um ano marcado por perdas frente a diversas moedas.
Índices futuros dos EUA sobem com foco em tecnologia e IA
Em Estados Unidos, os índices futuros operam no campo positivo, com destaque para o avanço do setor de tecnologia. O impulso vem de notícias ligadas ao desenvolvimento de inteligência artificial na Ásia, que reacenderam o interesse dos investidores por empresas do segmento.
Os futuros do Nasdaq 100 chegaram a subir mais de um por cento. Entretanto, Dow Jones e S&P 500 também registraram ganhos moderados no início do pregão.
Ao mesmo tempo, o rendimento dos Treasuries de trinta anos alcançou o maior nível desde o começo de setembro, sinalizando expectativas mais favoráveis para o crescimento da economia norte-americana e reduzindo a busca por ativos considerados porto seguro.
A tecnologia e a inteligência artificial estiveram entre os principais motores dos mercados em 2025, ajudando as bolsas a acumularem um terceiro ano seguido de ganhos de dois dígitos.
Ainda assim, investidores seguem atentos às incertezas em torno da política monetária nos EUA e aos níveis elevados de avaliação das empresas do setor.
Mercados da Ásia acompanham alta puxada por ações de tecnologia
Na Ásia, o clima também é positivo. As bolsas da região avançam de forma generalizada, acompanhando o rali das ações de tecnologia. Em Hong Kong, o índice Hang Seng registra forte valorização, apoiado pelo desempenho de empresas ligadas a semicondutores e inteligência artificial.
Um dos destaques do pregão foi a estreia da fabricante chinesa de chips Shanghai Biren Technology, cujas ações dispararam na abertura. Além disso, papéis da Baidu avançaram após a divulgação de que a unidade de chips de IA da companhia entrou com pedido confidencial de abertura de capital.
O noticiário positivo acabou reforçando ainda pela DeepSeek, que apresentou um estudo com abordagem considerada mais eficiente para o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.
Esse conjunto de fatores ajudou a sustentar o apetite por risco na região, mesmo em um cenário de cautela global com juros e crescimento.
Abertura de 2026 mantém dólar sob pressão e agenda esvaziada
Os mercados globais iniciam 2026 mantendo a trajetória de alta observada no fim do ano passado. O dólar ensaia uma valorização no exterior após ter perdido força frente à maioria das moedas em 2025.
Porém, no Brasil a moeda norte-americana abriu o dia em queda, refletindo ajustes técnicos e menor liquidez.
A agenda econômica desta sexta-feira é mais enxuta, com destaque para a divulgação dos índices de gerentes de compras (PMI) da indústria referentes a dezembro, compilados pela S&P Global para diversas economias.
No Brasil, o indicador é acompanhado de perto pelos investidores em busca de sinais sobre o ritmo da atividade no início do novo ano.
Com autoridades brasileiras em recesso e poucos dados relevantes no radar, o mercado segue atento principalmente ao cenário externo, em especial ao comportamento das ações de tecnologia e às expectativas para a condução da política monetária nos principais países.