
Deputados e senadores dos EUA afirmaram que o presidente Donald Trump não obteve autorização do Congresso para a ação militar realizada contra a Venezuela neste sábado (3). Segundo os parlamentares, a ausência de aval legislativo torna o ataque ilegal à luz da Constituição norte-americana.
Os EUA bombardearam Caracas e outros três Estados venezuelanos e, posteriormente, anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. Além disso, Trump confirmou a operação em publicação na Truth Social e prometeu divulgar mais detalhes.
Críticas no Congresso
A deputada democrata Melanie Stansbury disse que o presidente não pode ordenar ataques militares sem autorização do Congresso e defendeu uma reação imediata do Legislativo para interromper as ações.
“Sejamos claros: esses ataques são ilegais. O presidente não tem autoridade para declarar guerra nem para realizar operações militares em grande escala sem o Congresso. O Congresso precisa agir para contê-lo. Imediatamente”, escreveu a parlamentar em sua conta na X.
Na mesma linha, o deputado democrata Jim McGovern questionou a legalidade da ofensiva e, além disso, criticou o uso de recursos públicos em mais uma ação militar externa, em meio a restrições orçamentárias internas.
“Sem autorização do Congresso, e com a grande maioria dos americanos contrária a uma ação militar, Trump lançou um ataque injustificado e ilegal contra a Venezuela. Ele diz que não há dinheiro suficiente para a saúde dos americanos, mas, de alguma forma, temos recursos ilimitados para a guerra?”, afirmou.
Debate constitucional
A reação expõe um embate institucional nos EUA sobre os limites do poder presidencial em operações militares no exterior. Parlamentares da oposição avaliam acionar mecanismos legislativos para frear a continuidade da ofensiva e exigem esclarecimentos formais do Executivo sobre os fundamentos legais da ação.
O tema deve avançar após a coletiva de Trump e conforme o Congresso dos EUA avalia os próximos passos diante da escalada do conflito.