
A briga por Maycon esquentou de vez. O Corinthians voltou à mesa de negociações oferecendo três anos de contrato ao meio-campista. Dessa forma, igualou a proposta do Atlético-MG. Agora, a decisão final está nas mãos do Shakhtar Donetsk.
Porém, existe um complicador financeiro importante. O Timão possui uma dívida de aproximadamente 1 milhão de euros com o clube ucraniano. Ou seja, cerca de R$ 6,5 milhões pelos empréstimos anteriores do jogador desde 2022.
A questão do prazo contratual se tornou o ponto central. Inicialmente, o antigo executivo de futebol, Fabinho Soldado havia encaminhado um acordo de três anos em 2025. Contudo, em 2026, com Marcelo Paz agora no comando, a diretoria tentou reduzir para dois anos.
Shakhtar define as regras: três anos ou nada
O clube ucraniano estabeleceu uma condição clara. Eles concordam em liberar Maycon sem custos de transferência. Entretanto, manterão 50% dos direitos econômicos do atleta.
Além disso, o Shakhtar insiste no contrato de três anos e consequentemente, o clube ucraniano teria maior margem para lucrar. Foi justamente nesse momento que o Atlético-MG entrou na disputa. O Galo ofereceu exatamente os três anos desejados pelo Shakhtar. Portanto, colocou pressão extra sobre o Corinthians.
Diante desse cenário, o Timão recuou. A diretoria corintiana voltou à proposta original de três anos. Agora, as duas ofertas estão empatadas tecnicamente.
Dívida de R$ 6,5 milhões pode pesar na balança
Embora a dívida seja tratada separadamente, ela pode influenciar a decisão final. O valor corresponde aos últimos empréstimos realizados desde 2022. Mesmo assim, não impediria tecnicamente a aquisição definitiva.
O contrato de Maycon com o Shakhtar vai até 31 de dezembro de 2027. Isso dá ao clube ucraniano poder de barganha significativo. Afinal, eles não precisam vender agora se não quiserem.
Transfer ban complica mas não impede
Existe ainda outro obstáculo no caminho corintiano. O clube está atualmente proibido de registrar novos jogadores. São dois transfer bans simultâneos: um da Fifa e outro da CBF.
A punição da Fifa se refere à dívida de R$ 40 milhões com o Santos Laguna. O débito surgiu pela contratação do zagueiro equatoriano Félix Torres. Enquanto isso, a CBF aplicou sanção por questões na CNRD.
No entanto, a diretoria trabalha para resolver a situação rapidamente. O planejamento prevê o pagamento nos próximos dias. Assim, o Corinthians voltaria a ter condições de registrar reforços.