
A Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) calcula em US$ 7 bilhões o aumento das exportações brasileiras para a União Europeia, que concentra um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Os países da União Europeia deram aprovação provisória nesta sexta-feira, 9, a um acordo de livre comércio com o Mercosul.
“Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, destacou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
O Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE, incluindo automóveis, dos atuais 35%, ao longo de um período de 15 anos. A UE eliminará progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de um período de até dez anos.
“Buscamos uma expansão do comércio com a Europa neste ano, em resposta ao tarifaço. Houve um aumento de 4% das exportações brasileiras para a região, e isso aumentará ainda mais”, acrescentou o chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa, Aloysio Nunes.
Impactos positivos
Contudo, na indústria, o Mercosul prevê redução de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte. Itens como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.
Além disso, haverá redução gradativa, até zerar, das tarifas sobre diversas commodities (sujeitos a cotas). Destacam-se os principais produtos brasileiros exportados em 2025: carne de aves, carne bovina e etanol.
Por fim, “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento. Temos um comércio de excelente qualidade com a União Europeia. É o segundo fluxo comercial que o Brasil tem com o mundo, só perde para a China, e o mais importante: é um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, ressaltou Viana.