Com 4% das reservas e apenas 2% da produção global, Brasil vê no rali do ouro a chance de destravar projetos e ampliar a mineração.
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O ouro voltou a bater recordes nesta segunda-feira (12). Portanto, pela primeira vez, o metal ultrapassou US$ 4.600 por onça. Assim, o movimento reflete o aumento da aversão ao risco nos mercados globais.

Além disso, o cenário combina diversos fatores. Entre eles estão incertezas políticas nos Estados Unidos e dados econômicos fracos. Consequentemente, também pesam novas tensões geopolíticas.

Alta expressiva no ano

De acordo com dados da LSEG, o ouro à vista chegou a subir cerca de 2%. Entretanto, depois reduziu parte dos ganhos. No acumulado de 2025, o metal já avança aproximadamente 6%.

Vale destacar que em 2024 o ouro registrou valorização próxima de 65%. Dessa forma, foi a maior alta em décadas.

Pressão sobre o Fed

Um dos principais fatores que impulsionam o rali envolve Jerome Powell. Atualmente, ele é o presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Portanto, a investigação sobre Powell reacendeu especulações.

Como resultado, crescem apostas sobre uma mudança antecipada no comando. Consequentemente, aumenta a percepção de risco sobre a política monetária.

Além disso, indicadores recentes mostram arrefecimento no mercado de trabalho americano. Assim, o cenário alimenta expectativas de flexibilização monetária mais rápida.

Tensões geopolíticas

No cenário internacional, novas tensões também sustentam a demanda por ativos seguros. Dessa forma, os conflitos envolvendo Irã e Venezuela pressionam os mercados. Portanto, investidores buscam proteção no ouro.

Para o Standard Chartered, diversos fatores reforçam o papel estratégico do ouro. Entre eles estão incerteza política e riscos geopolíticos. Além disso, mudanças macroeconômicas fortalecem o metal nas carteiras.

Já o HSBC projeta cenário ainda mais otimista. Assim, o banco avalia que o ouro pode atingir US$ 5.000 por onça. Portanto, a meta é para o primeiro semestre de 2026. Entretanto, o banco alerta para maior volatilidade no caminho.

O HSBC destaca ainda outros fatores importantes. Primeiro, um dólar mais fraco estimula a demanda. Segundo, os déficits fiscais elevados pesam. Além disso, bancos centrais devem continuar comprando ouro. Entretanto, o ritmo deve ser inferior ao dos últimos anos.