Brasília (DF) 28/11/2024 - Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) (e) e Rui Costa (Casa Civil) (d) durante coletiva para explicar o pacote de gastos do governo.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 28/11/2024 - Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) (e) e Rui Costa (Casa Civil) (d) durante coletiva para explicar o pacote de gastos do governo. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um alerta grave nesta terça-feira (13). Segundo ele, o caso Master pode ser a maior fraude bancária da história brasileira. Portanto, o governo tratará o assunto com máximo rigor.

“Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país”, declarou Haddad a jornalistas. Além disso, ele reforçou que todas as cautelas serão tomadas durante as investigações.

Por que é interesse público

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ressarcirá cerca de 1,6 milhão de credores. Assim, pagará R$ 41 bilhões em depósitos e investimentos do Banco Master. Essa é a maior operação do tipo já realizada no país.

Haddad revelou que o FGC não é totalmente privado. Portanto, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal respondem por um terço da capitalização. Consequentemente, recursos públicos estão envolvidos na operação.

“É um assunto de interesse público porque envolve recursos de bancos públicos”, enfatizou o ministro.

O que causou a liquidação

O Banco Central liquidou a instituição financeira em novembro de 2025. Dessa forma, alegou grave crise de liquidez no banco. Entretanto, investigações em curso buscam entender as verdadeiras causas do colapso.

O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu processo para apurar possíveis falhas. Além disso, avalia a atuação do Banco Central durante a liquidação.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participou de reunião no TCU. Assim, a autoridade monetária retirou recurso sobre a inspeção na segunda-feira (12). Consequentemente, o tema não precisará mais ir ao plenário.

“Toda transparência pode ajudar”, afirmou Haddad sobre as investigações. Além disso, ele defendeu o trabalho da equipe do BC durante o processo.

Confiança no trabalho técnico

O ministro elogiou a atuação de Gabriel Galípolo e sua equipe. Portanto, disse estar seguro do trabalho realizado pela autoridade monetária. Além disso, revelou que houve colaboração entre Fazenda e BC no caso.

“Tivemos conversas com o procurador-geral da República”, contou Haddad. Assim, garantiu que o governo buscou o melhor aconselhamento jurídico possível.

Próximos passos

As investigações devem continuar nos próximos meses. Portanto, autoridades trabalham para esclarecer todos os detalhes da fraude. Além disso, o FGC já iniciou os procedimentos para ressarcir os credores afetados.

O governo prometeu garantir espaço para defesa dos envolvidos. Entretanto, será firme na punição caso a fraude seja comprovada.