Inflação
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Os mercados globais iniciam esta quarta-feira (14) com atenções voltadas para a agenda econômica dos EUA, especialmente para os dados de vendas no varejo e do índice de preços ao produtor (PPI). A expectativa do mercado é de que o PPI registre alta anual de 2,7%, reforçando o debate sobre a trajetória dos juros.

O ambiente externo segue sensível após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a usar os dados recentes de inflação ao consumidor para pressionar publicamente o presidente do Fed, Jerome Powell, por um corte “significativo” na taxa de juros.

Autonomia do Fed no centro do radar

Desde o início da semana, o Fed enfrenta uma crise institucional, após o Departamento de Justiça dos EUA abrir uma investigação criminal contra Powell. Segundo o próprio presidente do banco central, o processo seria um pretexto político para interferir na política monetária e forçar a redução dos juros.

Mais tarde, o Fed divulga o Livro Bege, relatório qualitativo que reúne avaliações sobre a atividade econômica nos 12 distritos do banco central e costuma influenciar as expectativas para a próxima reunião de política monetária.

O mercado também acompanha uma possível decisão da Suprema Corte dos EUA sobre as tarifas globais impostas por Trump, que provocaram forte volatilidade quando anunciadas, em abril.

Resultados corporativos nos EUA

No campo corporativo, após números considerados fracos do JPMorgan na véspera, os investidores aguardam, antes da abertura do mercado, os balanços de:

  • Bank of America
  • Wells Fargo
  • Citigroup

Os resultados ajudam a calibrar a leitura sobre crédito, consumo e saúde do sistema financeiro norte-americano.

Agenda doméstica: indústria, câmbio e fiscal

No Brasil, o principal dado do dia vem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga às 9h a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional de novembro.

Às 14h30, o Banco Central do Brasil publica o fluxo cambial semanal, indicador relevante para o comportamento do dólar.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo central fechou 2025 com déficit primário estimado em 0,1% do PIB, dentro da margem de tolerância da meta fiscal.

O que vai mexer com o mercado hoje

Agenda – destaques

  • 10h – Genial/Quaest divulga pesquisa eleitoral e avaliação do governo
  • 10h30 (EUA) – PPI e vendas no varejo
  • 12h30 (EUA) – Estoques de petróleo (EIA)
  • 14h – Discursos de dirigentes do Fed (Kashkari e Bostic)
  • 16h – Divulgação do Livro Bege
  • 16h10 – Discurso de John Williams (Fed de Nova York)

Radar corporativo no Brasil

  • Azul (AZUL53): capital pode chegar a R$ 15,7 bilhões após conversão de bônus de subscrição
  • Moura Dubeux (MDNE3): vendas sobem 34% no 4T; empresa avalia possível oferta de ações
  • MRV&Co (MRVE3): vendas crescem e geração de caixa ajustada soma R$ 102 milhões
  • Neogrid (NGRD3): CVM suspende temporariamente OPA após pedido de acionista
  • Petrobras (PETR3; PETR4): produção volta a superar 1 milhão de barris/dia no campo de Tupi/Iracema
  • JBS (JBSS32): vende participação em joint venture com a Jack Link’s
  • SLC Agrícola (SLCE3): ajusta para baixo valor da aquisição da Sierentz Agro Brasil

Destaques internacionais

  • Trump ameaça Irã e volta a falar em “medidas muito fortes”
  • Agricultores franceses protestam em Paris contra acordo UE–América do Sul
  • BC da Coreia do Sul decide juros, com expectativa de manutenção