Operação Compliance Zero
Daniel Vorcaro e a propriedade de R$ 300 milhões — Foto: reprodução

A Polícia Federal intensificou nesta quarta-feira (14) a ofensiva contra um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

A segunda fase da operação Compliance Zero levou agentes a endereços ligados ao empresário Daniel Vorcaro e a familiares em ao menos cinco estados, com medidas que incluem bloqueio de bens e valores bilionários.

Sendo assim, a ação amplia o alcance da investigação iniciada em 2024 e reforça o cerco a práticas que, segundo os investigadores, podem ter afetado o sistema financeiro.

Os mandados de busca e apreensão aconteceram na Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Ao todo, 42 mandados, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões. As ordens judiciais partiram do Supremo Tribunal Federal, indicando o peso institucional do caso.

Daniel Vorcaro e o foco da investigação

Os alvos incluem imóveis associados a Vorcaro e a parentes. Além disso, o objetivo, segundo a PF, é aprofundar a apuração sobre um suposto esquema de fraudes financeiras dentro da instituição.

Dessa forma, a ofensiva desta quarta-feira sucede a primeira fase, quando houve prisões preventivas e temporárias, além de buscas em diferentes unidades da federação.

As investigações tiveram início após requisição do Ministério Público Federal. O eixo central é a possível fabricação de carteiras de crédito sem lastro, que teriam sido vendidas a outra instituição. Após fiscalização do Banco Central, esses títulos teriam sido substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada, o que acendeu alertas regulatórios.

Prisões e desdobramentos da primeira fase

Na etapa anterior da Compliance Zero, deflagrada no fim do ano passado, sete pessoas acabaram presas, cinco preventivamente e duas temporariamente, além do cumprimento de dezenas de mandados de busca.

As medidas cautelares adotadas naquela fase pavimentaram o caminho para o avanço atual, agora com foco patrimonial mais amplo.

Crimes investigados e próximos passos

Entre os crimes apurados estão gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. A PF busca documentos, registros e evidências que esclareçam o fluxo das operações e a eventual responsabilidade dos envolvidos. Em suma, o caso segue sob análise do STF, e novas diligências não estão descartadas.

Portanto, ao ampliar o escopo da investigação e mirar valores bilionários, a Compliance Zero entra em uma fase decisiva, com impacto potencial sobre o setor financeiro e sobre a governança das instituições envolvidas.