
O Itaú BBA em relatório para os clientes nesta quarta feira (14), elevou o preço-alvo da Eneva (ENEV3) para R$ 23,80 ao final de 2026. Antes, a estimativa era de R$ 16,50 para o fim de 2025. Além disso, o banco passou a apontar a companhia como sua principal aposta no setor de energia.
A recomendação para o papel foi mantida em outperform. Ou seja, a expectativa é de desempenho acima da média do mercado.
Por que o Itaú BBA prefere a Eneva
Segundo o relatório enviado a clientes, a Eneva reúne dois fatores considerados estratégicos no momento atual do setor elétrico. Por um lado, a empresa apresenta fortes perspectivas de crescimento dos lucros. Por outro, possui gatilhos de curto prazo capazes de destravar valor para os acionistas.
“Acreditamos que a Eneva combina crescimento consistente de resultados com catalisadores claros”, afirmam os analistas. Além disso, o banco destaca que essa avaliação permanece válida mesmo após a recente valorização das concessionárias.
Leilão de capacidade e novos projetos no radar
Outro ponto relevante, segundo o Itaú BBA, é a vantagem competitiva da Eneva no próximo leilão de capacidade de reserva. Nesse sentido, a empresa pode fortalecer sua posição estratégica no setor.
Além disso, o banco incorporou ao cenário-base o desenvolvimento do projeto Celse 2. Também considera a renovação de todos os ativos elegíveis da companhia. Com isso, a visibilidade de crescimento e geração de caixa aumenta nos próximos anos.
Avaliação ainda considerada atrativa
Apesar da alta recente das ações do setor elétrico, o Itaú BBA avalia que a Eneva segue negociando a múltiplos atrativos. Portanto, o valuation ainda não reflete totalmente o potencial do papel.
De acordo com o relatório, a ação apresenta uma taxa interna de retorno (TIR) implícita de cerca de 11%. Esse nível é considerado competitivo quando comparado aos pares do setor.
Assim, com crescimento esperado, projetos relevantes e valuation atrativo, o Itaú BBA reforça sua visão positiva. Por fim, o banco mantém a Eneva como sua principal escolha entre as companhias de energia para 2026.