Foto: Reprodução TV Globo
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A morte do médico Miguel Abdala Netto abriu nova disputa judicial envolvendo Suzane von Richthofen. Aos 76 anos, ele deixou herança estimada em R$ 5 milhões.

Assim, a partilha dos bens deve ser alvo de contestação na Justiça. Portanto, Suzane enfrenta a prima Carmem Silvia Magnani pela herança.

Circunstâncias da morte

Miguel foi encontrado morto em casa no Campo Belo, zona sul de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

Entretanto, a principal hipótese aponta causa natural. Além disso, a conclusão depende do laudo pericial em andamento.

O médico morava sozinho e não tinha família direta. Assim, não era casado, não tinha filhos e não deixou testamento conhecido.

Disputa começa na delegacia

Carmem Magnani compareceu primeiro à delegacia após o óbito. Consequentemente, obteve autorização para liberação do corpo no IML.

No dia seguinte, Suzane foi à unidade policial acompanhada de advogado. Entretanto, teve o pedido negado porque a liberação já havia ocorrido.

O enterro aconteceu na terça-feira (13) em Pirassununga. Portanto, a cerimônia ocorreu na cidade de origem da família.

O histórico de Suzane

Em 2002, Suzane foi condenada a 39 anos de prisão. Assim, ela planejou e executou o assassinato dos próprios pais.

Posteriormente, em 2015, a Justiça de São Paulo declarou Suzane indigna para herdar. Consequentemente, todos os bens dos pais foram destinados ao irmão Andreas von Richthofen.

Atualmente com 38 anos, Andreas recebeu integralmente o patrimônio. Portanto, Suzane nada herdou dos pais que mandou matar.

Questão jurídica complexa

A pena de indignidade prevista no Código Civil tem características específicas. Assim, ela é pessoal e restrita à herança da vítima do crime.

Como o homicídio envolveu os pais e não o tio, a situação muda. Portanto, a legislação não impede automaticamente que Suzane herde de Miguel.

Na ausência de descendentes, ascendentes ou irmãos vivos, sobrinhos são herdeiros naturais. Além disso, essa regra vale quando não há testamento.

A exclusão por indignidade, caso seja questionada, exige ação judicial específica. Ademais, depende de comprovação de atos graves contra o autor da herança.

Relação com o tio

Miguel Abdala Netto ganhou projeção pública por um motivo específico. Assim, tornou-se tutor legal de Andreas após o assassinato de Manfred e Marísia.

Apesar dessa relação próxima com Andreas, ele não compareceu à delegacia. Portanto, não participou dos procedimentos de liberação do corpo.

A Secretaria da Segurança Pública confirmou informação importante. Consequentemente, apenas uma parente foi reconhecida como responsável pelo sepultamento.

Patrimônio em disputa

Os R$ 5 milhões deixados por Miguel incluem diversos bens. Entretanto, não há informações detalhadas sobre a composição do patrimônio.

Consequentemente, a avaliação completa será parte do processo judicial. Finalmente, a decisão pode criar precedente importante sobre indignidade e sucessão.