
Fernando Haddad confirmou sua saída do Ministério da Fazenda ainda em janeiro. Assim, o ministro revelou a informação em entrevista à jornalista Míriam Leitão nesta quarta-feira (14).
A entrevista completa vai ao ar às 23h30 na GloboNews. Portanto, mais detalhes sobre a transição serão divulgados no programa.
Sucessor deve assumir imediatamente
Haddad declarou que o próximo ministro deveria assumir já o cargo. Assim, terá o ano inteiro para trabalhar questões importantes.
“Quem for escolhido deve assumir já para trabalhar o ano inteiro”, afirmou. Portanto, o sucessor cuidará do Orçamento e das políticas fiscais desde o início.
O ministro ainda vai definir com o presidente Lula a data exata da saída. Consequentemente, a transição depende dessa conversa entre os dois.
Segundo Míriam Leitão, a definição do cronograma acontecerá em breve. Entretanto, Haddad já sinalizou que será ainda neste mês.
Durigan é o favorito
Haddad não confirmou oficialmente quem será seu sucessor. Entretanto, deixou claro que torce pelo secretário-executivo Dario Durigan.
“Durigan também tem muito trânsito na Esplanada, assim como eu”, disse o ministro. Portanto, considera o número 2 preparado para o cargo.
Além disso, o elogio público reforça Durigan como principal candidato. Consequentemente, o mercado já trabalha com essa hipótese de sucessão.
Veto a emendas parlamentares
O ministro abordou também a questão das emendas parlamentares. Assim, falou sobre o veto a parte das emendas no Orçamento de 2026.
Segundo ele, não haverá problemas para o governo com essa decisão. Portanto, Haddad demonstra confiança na relação com o Congresso.
O veto será publicado na quinta-feira (15). Ademais, faz parte do ajuste fiscal proposto pela equipe econômica.
Redução do déficit público
Haddad destacou conquistas importantes durante sua gestão. Assim, afirmou ter reduzido o déficit público em 70%.
“Reduzi o indicador em 70% desde que entrei no governo”, declarou. Portanto, considera que deixa a pasta em melhor situação fiscal.
Durante o período à frente da pasta, Haddad enfrentou diversos desafios. Assim, lidou com pressões do mercado e do Congresso. Além disso, comandou discussões importantes sobre reforma tributária. Portanto, seu trabalho marca período relevante da economia brasileira.