(Foto: Anna Nekrashevich/Pexels)
Escalada do conflito Israel x Irã segue afetando as bolsas globais (Foto: Anna Nekrashevich/Pexels)

A Bolsa brasileira encerrou o pregão em queda nesta sexta-feira (16). Assim, o vencimento de opções elevou a volatilidade no mercado. Além disso, os juros futuros pressionaram papéis sensíveis ao crédito.

O ibovespa encerrou o dia com baixa de 0,46%, aos 164.799,98 pontos. Já o dólar fechou com alta de 0,08%. Venda: R$ 5,373 Compra: R$ 5,372 Mínima: R$ 5,365 Máxima: R$ 5,395

Análise da especialista

Nicole Malka, sócia da The Hill Capital, destaca fatores técnicos e fundamentalistas. Segundo ela, o vencimento de opções gera ajustes naturais. Além disso, a alta dos juros penaliza ações de consumo.

“A Bolsa opera em queda influenciada pela volatilidade técnica”, explica Malka. Portanto, o movimento reflete ajustes de carteira. Além disso, demonstra cautela dos investidores.

IBC-Br surpreende mercado

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central veio acima das expectativas. Assim, reforça percepção de economia aquecida. Consequentemente, afasta possibilidade de corte de juros.

“A divulgação reforça juros elevados por mais tempo”, afirma a especialista. Dessa forma, o mercado ajusta projeções. Além disso, reavalia posições em ações.

Setores mais afetados

Papéis de varejo e construção civil lideraram as perdas. Assim, VAMO3, DIRR3, MRVE3 e CEAB3 despencaram no dia. Além disso, sofreram impacto direto da Selic elevada.

A  Cyrela (CYRE3) registrou resultados operacionais negativos pontuais. Dessa forma, contribuiu para o clima pessimista. Portanto, intensificou movimento de venda no setor.

Realização de lucros

Investidores aproveitaram altas recentes para realizar ganhos. Assim, venderam posições após valorização anterior. Além disso, buscaram proteção diante da volatilidade.

Segundo Malka, essa realização era esperada. Dessa forma, ocorre movimento técnico natural. Portanto, não indica mudança estrutural de tendência.

As maiores altas concentraram-se em ações ligadas a commodities. Assim, preços do petróleo levemente positivos sustentaram o setor. Além disso, empresas menos sensíveis aos juros se destacaram.

“Fundamentos mais sólidos apoiam essas empresas”, destaca a especialista. Dessa forma, resistem melhor ao ambiente desafiador. Portanto, atraem investidores defensivos.

Dólar em alta

O dólar comercial fechou com valorização de 0,08% contra o real. Assim, encerrou a R$ 5,373 na venda. Além disso, acumulou alta de 0,13% na semana.

A moeda americana também ganhou força globalmente. Dessa forma, o índice DXY subiu 0,07%. Portanto, reflete movimento coordenado internacional.

Pressão sobre o real

Malka explica que múltiplos fatores pressionam a moeda brasileira. Primeiramente, expectativa de juros elevados no Brasil. Em seguida, fortalecimento global do dólar.

“Juros globais diminuem lentamente”, observa a especialista. Além disso, maior cautela com emergentes prevalece. Consequentemente, investidores buscam ativos mais seguros.