
O Fundo Garantidor de Créditos deu início neste sábado (17) ao pagamento aos investidores do Banco Master que mantinham aplicações em CDBs.
O processo começa cerca de dois meses após a decretação da liquidação extrajudicial das instituições do grupo: Banco Master, Banco Master de Investimento S.A. e Banco Letsbank S.A..
Segundo o fundo, os investidores devem acessar o aplicativo do FGC a partir das 9h30 para concluir as etapas necessárias ao pedido de ressarcimento.
Como receber o pagamento do FGC
Após o cadastro no aplicativo, o investidor precisa manifestar interesse e assinar digitalmente o termo de solicitação. Concluída essa fase, o valor cai em até dois dias úteis em conta de mesma titularidade.
“Concluída esta fase, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis”, afirmou Daniel Lima.
No caso de pessoas jurídicas, o pedido de garantia deve ser feito diretamente pelo site oficial do FGC.
FGC alerta para golpes durante o processo
O diretor-presidente do fundo fez um alerta importante. “É essencial ficar atento a tentativas de golpe.
O processo de pagamento de garantias também pode atrair criminosos”, destacou Lima. A orientação é baixar apenas o aplicativo oficial, seguir as notificações do FGC e evitar links ou contatos suspeitos.
R$ 40,6 bilhões serão pagos a 800 mil investidores
O FGC revisou os números do impacto da liquidação. O desembolso total será de R$ 40,6 bilhões, ligeiramente abaixo da estimativa inicial de R$ 41 bilhões. O pagamento deve atender cerca de 800 mil investidores, número bem menor que a previsão anterior de 1,6 milhão.
A cobertura do fundo tem um limite de até R$ 250 mil por investidor e por instituição, conforme as regras vigentes. Atualmente, o FGC informa possuir liquidez de R$ 125 bilhões para honrar garantias.
Atenção ao rendimento e ao período sem remuneração
Em suma, um ponto crucial para os investidores é o cálculo do valor a receber. Portanto, as aplicações renderam apenas até 18 de novembro, data da liquidação do Master. Desde então, os recursos ficaram congelados e sem remuneração por aproximadamente dois meses.
De acordo com o FGC, a demora no início dos pagamentos ocorreu devido à complexidade da operação. “O porte, os modelos operacionais e a qualidade dos processos das instituições liquidadas impactam diretamente o tempo de conclusão dos trabalhos”, explicou Lima, destacando o esforço conjunto do liquidante e da equipe do fundo.