Leilões diversificam ativos e vão além de imóveis, com carros clássicos e até ouro

Tradicionalmente associado à venda de imóveis, o mercado de leilões vem passando por uma transformação acelerada no Brasil.

A diversificação dos ativos ofertados e a digitalização dos processos ampliaram o perfil de compradores e reposicionaram o leilão como um canal estratégico de acesso a bens variados, que vão de carros clássicos a ouro 24 quilates certificado.

Esse movimento é evidente no Leilão Eletrônico, plataforma digital especializada no setor. Apenas em 2025, além de imóveis, a empresa passou a ofertar veículos, máquinas, equipamentos industriais e mais de 360 móveis novos, além de ativos diferenciados, como barras de ouro certificadas, atualmente abertas para lances.

Em comparação, em 2024 haviam sido ofertados apenas 10 veículos e 10 máquinas, o que evidencia o avanço e a consolidação do modelo em um curto período.

Leilões ampliam acesso a bens de alto valor

A mudança reflete uma nova forma de utilização do leilão no país. Mais do que uma solução jurídica ou patrimonial, o modelo se consolidou como um canal de compra e venda de ativos diversificados, muitos deles fora do alcance do comprador comum no mercado tradicional.

Nos leilões de veículos, por exemplo, é possível encontrar modelos clássicos e raros a preços mais competitivos do que em negociações privadas. O mesmo ocorre com móveis novos de design, máquinas, estoques empresariais e outros ativos de alto valor agregado, ampliando significativamente o público interessado.

Segundo André Zalcman, CEO do Leilão Eletrônico e especialista em leilões judiciais e extrajudiciais, a diversificação acompanha a maturidade do setor. “O leilão deixou de ser visto como uma solução pontual e passou a ser compreendido como um canal legítimo de compra e venda para diferentes perfis de bens. Hoje, ele atende desde quem busca um imóvel até quem procura um carro específico, móveis novos ou ativos de reserva de valor”, afirma.

Digitalização torna leilões mais acessíveis

Outro fator determinante para esse avanço é a digitalização dos leilões. Com processos 100% online, compradores de todo o país podem participar, eliminando barreiras geográficas e ampliando o alcance do mercado.

“A tecnologia permitiu que o leilão se tornasse mais democrático. Qualquer pessoa pode participar, analisar documentos, acompanhar lances em tempo real e tomar decisões com base em informações claras”, explica Zalcman.

Transparência e eficiência atraem compradores e vendedores

Além da variedade de ativos, o modelo se destaca pela transparência e previsibilidade. Todos os bens ofertados contam com editais, descrições detalhadas e regras definidas, garantindo maior segurança jurídica às operações.

Para vendedores, sejam pessoas físicas, empresas ou instituições, o leilão representa uma forma eficiente de dar liquidez a ativos parados. Para compradores, é uma oportunidade de acesso a bens diferenciados fora do circuito tradicional. “O que une todos esses leilões, independentemente do tipo de bem, é a lógica da eficiência e da circulação patrimonial. O leilão conecta oferta e demanda de forma direta, competitiva e regulada por lei”, conclui o CEO.