
O ministro Dias Toffoli determinou o bloqueio de bens de Nelson Tanure. A decisão integra as investigações sobre fraudes no Banco Master. O empresário figura entre os 38 alvos da operação.
Tanure é investidor conhecido no mercado brasileiro. Ele atua principalmente em empresas com problemas financeiros. Atualmente, é um dos principais acionistas da Light.
Investigação aponta sócio oculto
A Polícia Federal identificou Tanure como possível “sócio oculto” do Master. Segundo as investigações, ele exercia influência por estruturas societárias complexas. Além disso, seria beneficiário final de operações suspeitas.
A Procuradoria-Geral da República pediu o bloqueio patrimonial. O objetivo é alcançar R$ 5,7 bilhões em bens sequestrados. Portanto, trata-se de uma das maiores operações recentes.
Decisão judicial fundamentada
Toffoli deferiu integralmente os pedidos do Ministério Público. O ministro autorizou quebras de sigilo bancário e fiscal. Dessa forma, os investigadores terão acesso a documentos financeiros dos alvos.
“Defiro os pedidos de sequestro e bloqueio de bens”, afirmou na decisão. Entretanto, o valor específico bloqueado de Tanure não foi divulgado. As informações permanecem sob sigilo.
Empresário nega acusações
A defesa de Tanure divulgou nota oficial contestando as acusações. Segundo o advogado Pablo Testoni, o empresário nunca teve relação societária com o Master. Consequentemente, classifica as suspeitas como equivocadas.
Tanure foi apenas cliente do banco nos últimos anos. Assim, manteve relações comerciais normais como com outras instituições. A defesa garante que provará isso documentalmente.
“Apresentaremos todos os esclarecimentos necessários com respaldo documental”, afirmou Testoni. Ademais, a equipe jurídica espera a revisão da decisão. Por fim, busca a revogação do bloqueio patrimonial.
Operação bilionária em andamento
As investigações apuram crimes diversos no Banco Master. A PF montou dossiê extenso sobre desvios de recursos. Portanto, a operação ganhou dimensão significativa no mercado financeiro.
Os investigadores identificaram 38 pessoas e empresas suspeitas. Cada alvo passa por análise detalhada de movimentações financeiras. Além disso, as quebras de sigilo revelaram estruturas societárias complexas.