Renato Pizzutto/Divulgação
Renato Pizzutto/Divulgação

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens pessoais de João Appolinário. Assim, o fundador da Polishop enfrenta mais um capítulo de suas dificuldades financeiras.

Appolinário ficou famoso como um dos “tubarões” do reality show Shark Tank Brasil. Entretanto, agora vê seu patrimônio pessoal ser alvo da Justiça. Portanto, a situação ilustra a reversão de fortuna do empresário.

Quem é João Appolinário

O empresário fundou a Polishop em 1995. Dessa forma, construiu um império no varejo de utilidades domésticas. Além disso, tornou-se apresentador do Shark Tank Brasil na Sony Channel.

No programa, empreendedores apresentavam ideias de negócios para investidores. Consequentemente, Appolinário ganhou notoriedade nacional como um dos investidores principais.

Dívida de R$ 24,9 milhões

A decisão judicial foi tomada pelo juiz Renan Jacó Mota. Portanto, atende a uma ação aberta em 2024 pela Versuni Brasil Ltda.

A empresa cobra da Polishop uma dívida calculada em R$ 24,9 milhões. Além disso, Appolinário figura como um dos avalistas do débito. Consequentemente, responde pessoalmente pela quantia.

Confissão de dívida assinada em 2023

Appolinário assinou instrumento particular de confissão de dívida em julho de 2023. Dessa forma, assumiu responsabilidade pela obrigação financeira da Polishop com a Versuni.

O documento vincula o patrimônio pessoal do empresário ao débito. Portanto, a Justiça pode alcançar seus bens particulares. Consequentemente, a penhora se torna juridicamente possível.

Imóveis de luxo serão vistoriados

A ordem de penhora atinge dois imóveis residenciais de Appolinário. Assim, ambas as propriedades ficam no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo.

“Dada a luxuosidade, certamente serão localizados artefatos relevantes financeiramente”, argumentou a Versuni. Portanto, a empresa acredita que os bens auxiliarão na quitação da dívida.

Como funcionará a penhora

Um oficial de Justiça visitará os endereços citados na decisão. Além disso, será acompanhado por um advogado da Versuni. Dessa forma, garantem-se transparência e legalidade do processo.

Os responsáveis verificarão a existência de bens com valor significativo. Consequentemente, realizarão a penhora de itens que possam cobrir o débito. Entretanto, a quitação pode ser apenas parcial.

Defesa pode recorrer

Appolinário ainda pode recorrer da decisão judicial. Portanto, o processo não está encerrado. Dessa forma, seus advogados têm prazo para contestar a medida.

O escritório que representa o empresário foi procurado pela imprensa. Entretanto, informou que não comenta casos em andamento. Consequentemente, não há posicionamento oficial sobre a penhora.

Histórico de problemas financeiros

Esta não é a primeira penhora contra Appolinário. Assim, em fevereiro de 2025, a Justiça já havia determinado outra medida patrimonial.

Na ocasião, a defesa do empresário falou em “suposto inadimplemento”. Além disso, argumentou que as medidas “ultrapassavam o limite da proporcionalidade e da razoabilidade”. Portanto, a estratégia jurídica contestou a severidade das ações.

Crise da Polishop

A situação de Appolinário reflete as dificuldades enfrentadas pela Polishop. Dessa forma, a empresa que foi símbolo de sucesso no varejo passa por turbulências financeiras.

A rede de lojas enfrentou quedas nas vendas nos últimos anos. Consequentemente, acumulou dívidas com fornecedores e parceiros comerciais. Portanto, o empresário vê seu legado ameaçado.

Impacto na imagem do empresário

Appolinário construiu imagem de investidor bem-sucedido no Shark Tank. Entretanto, as penhoras e dívidas mancham essa reputação. Consequentemente, o contraste entre a persona televisiva e a realidade jurídica se acentua.

O caso ilustra os riscos do mundo dos negócios. Assim, mesmo empresários experientes podem enfrentar crises profundas. Portanto, a história serve de alerta sobre garantias pessoais em operações empresariais.

Próximos passos do processo

A Versuni Brasil aguarda o cumprimento da ordem judicial. Dessa forma, espera recuperar ao menos parte dos R$ 24,9 milhões devidos.

A defesa de Appolinário deve apresentar recursos nos próximos dias. Entretanto, o histórico recente sugere dificuldades para reverter as decisões. Consequentemente, o empresário pode perder parte significativa de seu patrimônio pessoal.

Lições do caso

O caso demonstra a importância de avaliar riscos ao assinar como avalista. Assim, empresários devem ter cautela ao vincular patrimônio pessoal a dívidas corporativas.

A separação entre pessoa física e jurídica nem sempre protege o empresário. Portanto, garantias pessoais podem resultar em perdas patrimoniais significativas. Consequentemente, assessoria jurídica adequada torna-se fundamental em operações de crédito.