
O Ibovespa acabou de bater recorde ao ultrapassar os 171 mil pontos. Entretanto, o Morgan Stanley enxerga potencial para uma alta ainda maior. Portanto, o banco projeta que a Bolsa pode atingir 250 mil pontos.
A projeção mais agressiva depende do cenário eleitoral de 2026. Assim, com alternância de poder e governo pró-mercado, o índice pode subir 46%. Consequentemente, alcançaria patamares históricos nunca vistos.
Cenário base já traz ganhos expressivos
Mesmo em seu cenário base, o Morgan Stanley vê espaço para valorização. Dessa forma, a Bolsa brasileira pode avançar cerca de 20% até o fim de 2026.
“O Brasil pode estar entrando em um ciclo de alta mais longo”, afirma o banco. Além disso, outros países da América Latina acompanham esse movimento. Portanto, trata-se de uma tendência regional.
Três fatores sustentam o otimismo
O relatório divulgado nesta quinta-feira (22) aponta três pilares fundamentais. Assim, esses elementos ajudam a sustentar o movimento de valorização.
Primeiro, mudanças no cenário geopolítico global favorecem mercados emergentes. Segundo, o fim do ciclo de alta de juros no Brasil alivia pressões. Terceiro, a possibilidade de novo governo traz expectativas positivas.
Consequentemente, a combinação desses fatores cria ambiente propício para ganhos. Portanto, investidores começam a se posicionar antecipadamente.
Mercado já precifica resultado eleitoral
O Morgan Stanley destaca que o processo já começou. Assim, desde janeiro de 2025, ações ligadas a novo governo subiram 59% em dólar.
No mesmo período, papéis associados à continuidade do atual governo avançaram 47%. Entretanto, o banco avalia que ainda há espaço para novos ganhos. Portanto, o movimento está apenas no início.
Ações preferidas com novo governo
Se houver alternância de poder, o Morgan Stanley aposta em setores específicos. Dessa forma, empresas sensíveis à queda de juros lideram a lista.
Entre os nomes citados estão Nubank (ROXO34), XP e BTG Pactual (BPAC11). Além disso, a B3 também figura entre as preferidas. Consequentemente, o setor financeiro pode se beneficiar significativamente.
Consumo e infraestrutura em destaque
O banco também destaca empresas de consumo. Assim, Mercado Livre (MELI34), Cyrela (CYRE3) e Vivara (VIVA3) entram na seleção.
Estatais como Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) completam a lista. Além disso, companhias de infraestrutura aparecem com destaque. Portanto, Axia Energia (AXIA3), Rumo e Motiva são apostas do banco.
Estratégia para cenário de continuidade
Mesmo sem mudança no comando do país, há oportunidades. Entretanto, a estratégia muda completamente. Consequentemente, outros setores ganham protagonismo.
Nesse cenário, a recomendação recai sobre empresas com receitas em dólar. Além disso, bancos e seguradoras que se beneficiam de juros elevados entram no radar. Portanto, o perfil defensivo predomina.
Vale e exportadoras lideram
O Morgan Stanley cita Vale (VALE3) como principal aposta defensiva. Além disso, Embraer (EMBJ3) e Gerdau (GGBR4) aparecem na lista. Portanto, empresas exportadoras ganham relevância.
JBS e Suzano (SUZB3) completam o rol de recomendações. Assim, o setor de commodities se destaca. Consequentemente, proteção cambial vira diferencial competitivo.
Setor financeiro em qualquer cenário
Entre os nomes do setor financeiro, Itaú Unibanco (ITUB4) lidera. Além disso, BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) aparecem. Portanto, seguradoras ganham espaço nas carteiras.
Porto Seguro (PSSA3) completa a seleção do setor. Assim, empresas que se beneficiam de juros altos permanecem atrativas. Consequentemente, mesmo em cenário de continuidade, há retorno garantido.
Telecom como alternativa defensiva
No setor de telecomunicações, TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3) são as escolhas. Dessa forma, o banco aposta em empresas com receitas previsíveis.
Esses papéis oferecem dividendos consistentes. Além disso, apresentam menor volatilidade que outros setores. Portanto, servem como porto seguro em momentos de incerteza.
Ibovespa já rompeu máximas históricas
Na última quarta-feira (21), o Ibovespa ultrapassou os 171 mil pontos. Assim, bateu novo recorde histórico. Além disso, seguiu a toada na sessão desta quinta.
O índice chegou a rondar os 173 mil pontos durante o pregão. Portanto, já demonstra força antes mesmo do processo eleitoral esquentar. Consequentemente, analistas revisam projeções para cima.
Fase inicial do movimento
Apesar do recorde recente, o Morgan Stanley avalia que ainda é cedo. Assim, o processo de precificação está em fase inicial. Portanto, há espaço para novos ganhos ao longo dos próximos trimestres.
Os analistas destacam que a volatilidade deve aumentar. Entretanto, a tendência de alta permanece intacta. Consequentemente, correções pontuais representam oportunidades de entrada.
Como se posicionar agora
Investidores devem avaliar seu perfil de risco antes de tomar decisões. Assim, carteiras mais agressivas podem apostar no cenário otimista. Portanto, focam em consumo, financeiro e infraestrutura.
Perfis conservadores devem priorizar empresas exportadoras e defensivas. Além disso, podem mesclar ambas as estratégias. Consequentemente, garantem proteção independentemente do resultado eleitoral.
Diversificação como chave
A estratégia mais prudente envolve diversificação entre os dois cenários. Dessa forma, o investidor não depende exclusivamente de um resultado político.
Montar carteira equilibrada permite capturar ganhos em qualquer situação. Além disso, reduz riscos de concentração setorial. Portanto, especialistas recomendam mix inteligente de ativos.
Atenção aos riscos
Apesar do otimismo, riscos permanecem no radar. Assim, tensões geopolíticas podem alterar o cenário rapidamente. Além disso, surpresas fiscais podem trazer volatilidade.
O processo eleitoral em si traz incertezas naturais. Portanto, movimentos bruscos são esperados ao longo do ano. Consequentemente, gestão de risco torna-se fundamental.
Conclusão: oportunidade histórica à vista
O Morgan Stanley enxerga o Brasil entrando em bull market prolongado. Assim, a combinação de fatores macroeconômicos favorece a Bolsa. Portanto, 2026 pode marcar ano excepcional para investidores.
Com projeções de alta entre 20% e 46%, o potencial é significativo. Entretanto, escolher os papéis certos faz toda diferença. Consequentemente, análise criteriosa e acompanhamento constante são essenciais para capturar os ganhos projetados.