Ex-diretora Correios
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A ex-diretora de Governança e Estratégia dos Correios, Juliana Picoli Agatte, vai cumprir um período de quarentena de seis meses após a demissão e continuará recebendo salário integral nesse intervalo. A medida garante o pagamento de R$ 46.336 por mês, o que totaliza cerca de R$ 278 mil ao fim do período.

A decisão partiu da Comissão de Ética Pública (CEP), após consulta sobre convite da Edelman para atuar em relações governamentais. Nesse contexto, a CEP avaliou que a função privada se sobrepõe às atribuições públicas, o que configura risco concreto de conflito de interesses.

Por esse motivo, o colegiado confirmou a necessidade do afastamento temporário antes de qualquer nova contratação.

Juliana Agatte ocupou o cargo nos Correios entre outubro de 2023 e novembro de 2025. Durante esse período, atuou em temas ligados à governança, sustentabilidade e planejamento estratégico. Ao prestar informações à comissão, a própria ex-diretora reconheceu que teve acesso a dados sensíveis e que a nova proposta poderia gerar conflito de interesses.

A legislação prevê o pagamento de remuneração compensatória nesses casos, como forma de preservar informações estratégicas e evitar o uso indevido de dados obtidos no exercício de funções públicas.