Veja o resumo da noticia
- Crise no Banco Master expõe risco de rombo financeiro, impactando negativamente as contas de unidades federativas e o sistema de depósitos judiciais.
- Implementação do 'pix judicial' pelo BRB agiliza pagamentos, mas a compra de carteiras de crédito fraudulentas compromete a saúde financeira.
- Risco de efeito dominó: estados podem enfrentar dificuldades para honrar compromissos, com possibilidade de intervenção federal e pressão política.
- Tribunais da Paraíba e Maranhão adotam medidas preventivas, enquanto o BRB assegura normalidade nas operações e cumprimento de obrigações.

A crise do Banco Master pode gerar um rombo de até R$ 30 bilhões. Além disso, cinco unidades federativas enfrentam riscos nos cofres públicos. O problema começou com fraudes na tentativa de compra pelo BRB (Banco de Brasília).
O que está em risco
O BRB administra depósitos judiciais do Distrito Federal, Bahia, Maranhão, Alagoas e Paraíba. Portanto, essa operação movimenta cerca de R$ 30 bilhões em garantias processuais.
Inicialmente, o banco estatal criou o “pix judicial” para agilizar pagamentos. Dessa forma, a ferramenta teve sucesso no TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal). Em seguida, o banco venceu licitações em quatro estados nordestinos.
Como funciona o sistema
O “pix judicial” conecta o sistema de pagamentos do Banco Central à Justiça. Consequentemente, os depósitos são liberados mais rapidamente. Esses valores funcionam como garantia em processos judiciais.
No entanto, o BRB comprou carteiras de crédito fraudulentas do Master. Estima-se que essas fraudes podem ultrapassar R$ 16 bilhões. Assim, a saúde financeira do banco ficou comprometida.
Risco de efeito dominó
Caso o BRB não consiga honrar seus compromissos, os estados terão problemas graves. Afinal, eles precisarão assumir o prejuízo para manter a Justiça funcionando.
A situação fiscal dos governos nordestinos já é delicada. Portanto, uma intervenção federal pode ser necessária. Nos bastidores, já se discute um pedido de socorro à União.
O Distrito Federal, sozinho, não teria capacidade de capitalizar o banco. Além disso, quatro estados nordestinos são administrados por aliados do presidente Lula. Isso cria pressão política para um auxílio do governo federal.
A Polícia Federal investiga as operações fraudulentas. Enquanto isso, o escritório Machado Meyer conduz auditoria independente com apoio da consultoria Kroll.
Posição dos tribunais
O Tribunal de Justiça da Paraíba instaurou processo administrativo em novembro. Atualmente, não há indícios de comprometimento contratual. Contudo, haverá verificações trimestrais da capacidade financeira do banco.
Já o tribunal do Maranhão recebeu esclarecimentos institucionais do BRB. Portanto, caso haja rescisão contratual, os depósitos migrarão para outra instituição seguindo normas do Banco Central.
Declaração oficial
Por meio de nota, o BRB afirmou que opera normalmente. Além disso, reforçou compromisso com transparência e estabilidade institucional. A instituição garante cumprimento de obrigações contratuais com todos os tribunais.