BRB | Agência Brasil
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O Banco de Brasília e o GDF (Governo do Distrito Federal) planejam um aporte de R$ 2 bilhões. A operação acontecerá depois do Carnaval. Portanto, o objetivo é cobrir perdas com a compra de carteiras fraudulentas do Master.

Origens dos recursos em estudo

Interlocutores revelam que várias fontes de recursos estão sendo avaliadas. Inicialmente, a proposta considera vender imóveis do próprio banco. Alternativamente, a carteira de ativos também pode ser vendida.

Além disso, há outra hipótese em análise. Dessa forma, recursos diretos do GDF podem ser utilizados na operação.

Banco Central alerta sobre prejuízo

Os prejuízos ainda passam por apuração detalhada. Consequentemente, uma investigação do Banco Central está em andamento. Ademais, o escritório Machado Meyer conduz auditoria independente.

Entretanto, o BRB e o GDF já receberam um aviso importante. Uma auditoria preliminar do BC demonstrou a necessidade de cerca de R$ 2 bilhões.

Ibaneis confirma operação

O governador Ibaneis Rocha (MDB) falou à CNN Brasil nesta sexta-feira (23). Ele confirmou que espera o encerramento das auditorias para anunciar a operação oficialmente.

“Estamos tranquilos. O GDF tem empresas sólidas”, afirmou o governador. Além disso, Ibaneis destacou o patrimônio imobiliário de mais de R$ 200 bilhões.

“Estou preparando a operação. Quando estiver pronta, será divulgada à imprensa”, completou.

Auditorias devem terminar em fevereiro

Fontes do BRB indicam prazos para conclusão dos trabalhos. A auditoria completa do BC deve terminar entre fim de janeiro e início de fevereiro.

Além disso, a auditoria contratada pelo banco também se encerra nesse período. Consequentemente, o anúncio oficial do aporte acontecerá após o Carnaval.

Fraude bilionária estimada

As investigações já revelam a dimensão do problema. A fraude está estimada em R$ 12 bilhões em carteiras de crédito.

Entretanto, o Banco de Brasília já conseguiu recuperar parte desse valor. Portanto, cerca de R$ 10 bilhões foram recuperados até o momento.

GDF controla banco estatal

O Governo do Distrito Federal é o acionista majoritário do BRB. Dessa forma, detém cerca de 53,71% das ações totais da instituição.

Em comunicados recentes, o BRB tem reforçado mensagem importante. Portanto, a instituição destaca sua “suficiência patrimonial” para tranquilizar o mercado.

O aporte servirá para provisionamento. Consequentemente, o banco criará reserva de recursos para cobrir possíveis perdas futuras.

Essa medida é crucial para manter a solidez financeira. Além disso, garante a continuidade das operações do BRB sem sobressaltos.