Veja o resumo da noticia
- A semana inicia com indicadores do Brasil (IPC-S, Sondagem do Consumidor, Boletim Focus) e prepara para decisões de política monetária.
- Expectativas para manutenção das taxas de juros no Brasil (Selic) e nos EUA (Federal Reserve) dominam as projeções do mercado.
- Temporada de balanços de grandes empresas americanas como Apple, Meta e Microsoft deve impactar a volatilidade global.
- Ibovespa renova recordes, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e apetite por risco, superando a marca de 180 mil pontos.
- Nos EUA, dados como CFNAI e pedidos de bens duráveis são monitorados; na Europa, tensões geopolíticas geram cautela.
- Agenda do presidente Lula e desdobramentos políticos internos adicionam ruído ao cenário nacional, exigindo atenção.

A sessão desta segunda-feira (26) abre uma das semanas mais relevantes do mês para os mercados. Logo no início, a agenda concentra indicadores importantes no Brasil e no exterior e prepara o terreno para a primeira Super Quarta de 2026.
No Brasil, a FGV divulga o IPC-S das capitais e a Sondagem do Consumidor de janeiro. Na leitura mais recente, o IPC-S avançou 0,49% na terceira quadrissemana do mês. Com isso, o indicador passou a acumular alta de 4,49% em 12 meses, reforçando o debate inflacionário no início do ano.
Além disso, o Banco Central publica o Boletim Focus e as estatísticas do setor externo. Esses dados, por sua vez, ajudam a calibrar as expectativas para inflação, juros, câmbio e fluxo de capitais.
Super Quarta domina o cenário global
Ao longo da semana, o foco se desloca para as decisões de política monetária. Na quarta-feira, Brasil e Estados Unidos divulgam suas taxas de juros.
Nos EUA, o mercado espera que o Federal Reserve interrompa o ciclo de flexibilização monetária. Assim, a taxa deve permanecer no intervalo de 3,50% a 3,75%.
No Brasil, a leitura é semelhante. Nesse sentido, o consenso aponta para manutenção da Selic em 15%.
Enquanto isso, a temporada de balanços ganha tração. Mais de 90 empresas do S&P 500 divulgam resultados, incluindo Apple, Meta e Microsoft, o que tende a elevar a volatilidade global.
Ibovespa segue renovando recordes
Na sexta-feira, o mercado doméstico encerrou a semana em tom positivo. O Ibovespa subiu 1,86% e fechou aos 178.858,54 pontos, novo recorde histórico.
Durante o pregão, o índice avançou ainda mais. Na máxima, chegou a 180.532 pontos, superando pela primeira vez o nível dos 180 mil. Esse movimento, portanto, reforça o apetite por risco e mantém o fluxo estrangeiro como vetor central.
Exterior: dados e geopolítica no radar
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham o CFNAI do Fed de Chicago e os pedidos de bens duráveis. Esses indicadores, por outro lado, ajudam a medir o ritmo da atividade no fim de 2025.
Na Europa, o cenário é mais cauteloso. As bolsas encerraram a semana em queda, pressionadas por incertezas geopolíticas e tensões comerciais.
Além disso, declarações do presidente americano Donald Trump sobre o envio de uma “armada” ao Oriente Médio reacenderam preocupações com o Irã. Como resultado, o tema geopolítico segue como fator de atenção para os mercados.
Brasil: política entra no foco
No cenário doméstico, os investidores também monitoram a agenda do presidente Lula. Entre os compromissos, estão reuniões com ministros e com o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanha desdobramentos políticos recentes, incluindo manifestações e novos episódios envolvendo sistemas do CNJ. Esses fatos, adicionam ruído ao ambiente local.
O que mexe com o mercado hoje
Brasil
- 08h00 – Sondagem do Consumidor (FGV)
- 08h25 – Boletim Focus
- 08h30 – Estatísticas do Setor Externo
Estados Unidos
- 10h30 – CFNAI (Fed de Chicago)
- 10h30 – Encomendas de bens duráveis
Com uma agenda carregada, recordes no Ibovespa e decisões de juros no horizonte, o mercado inicia a semana em modo de atenção máxima.