Veja o resumo da noticia

  • Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina a partir desta terça-feira, com objetivo de aliviar o índice de preços ao consumidor.
  • Economista avalia impacto da medida em -6 pontos-base no IPCA de fevereiro, enquanto projeção anual permanece em 4,0%.
  • Diesel mantém preços estáveis, acumulando redução de 36,3% desde dezembro de 2022, com corte real ainda mais expressivo.
  • Redução da gasolina acumula R$ 0,50 por litro desde 2022, refletindo política de preços da Petrobras alinhada ao consumidor.
  • Custos de distribuição, etanol anidro e impostos influenciam o preço final da gasolina, além da parcela da Petrobras.
  • Impostos federais (Cide, PIS/Pasep, Cofins) e ICMS estadual impactam o preço da gasolina, que varia entre R$ 5,09 e R$ 9,29.
  • Analistas preveem novos cortes nos preços dos combustíveis em 2026, devido à diferença em relação à paridade internacional.
 (Diones Alves/VEJA)
(Diones Alves/VEJA)

A Petrobras anunciou a primeira queda no preço da gasolina em 2026. A redução de 5,2% começa a valer nesta terça-feira (27). Portanto, o litro da gasolina A para distribuidoras passa de R$ 2,71 para R$ 2,57.

Impacto direto na inflação

Consequentemente, a medida deve aliviar o índice de preços ao consumidor. A última alteração no preço da gasolina aconteceu em outubro de 2025. Desde então, o combustível ficou congelado por três meses.

Leonardo Costa, economista do ASA, avalia que o movimento gerará impacto de cerca de -6 pontos-base no IPCA. “O efeito se concentra principalmente na leitura de fevereiro”, explica o especialista.

Assim, a projeção para o IPCA do mês recua de +0,51% para +0,45%. No entanto, a estimativa anual permanece em 4,0%. “Já incorporávamos queda nos preços de combustíveis ao longo de 2026”, complementa Costa.

Diesel mantém preços estáveis

Por outro lado, a Petrobras optou por não mexer no diesel. O combustível permanece com os mesmos valores praticados desde o último ajuste.

Desde dezembro de 2022, o diesel acumula redução de 36,3%. Além disso, quando ajustado pela inflação, o corte se torna ainda mais expressivo.

Considerando o período desde 2022, a gasolina já acumula redução de R$ 0,50 por litro. Quando ajustado pela inflação, o corte real chega a 26,9%.

Dessa forma, a Petrobras reforça sua política de preços mais alinhada ao bolso do consumidor.

É importante destacar que a Petrobras representa apenas um terço do valor final. Dessa forma, diversos outros fatores influenciam o preço nas bombas.

Primeiramente, existem os custos e margens de distribuidoras e postos. Além disso, o etanol anidro encarece a gasolina C. Por fim, os impostos completam a conta.

Tributos pesam no bolso do consumidor

Os impostos federais incluem Cide, PIS/Pasep e Cofins. Enquanto isso, o ICMS estadual varia conforme cada região do país.

Atualmente, o preço médio da gasolina comum nas bombas está em R$ 6,32. Entretanto, o valor oscila entre R$ 5,09 e R$ 9,29 dependendo da localidade.

A redução anunciada pela Petrobras não garante queda imediata nos postos. Portanto, o consumidor pode demorar para sentir o alívio no bolso.

Isso acontece porque cada região possui características próprias. Além disso, distribuidoras e postos ajustam preços em ritmos diferentes.

Perspectivas para o setor

Analistas avaliam que novos cortes podem acontecer em 2026. Afinal, o preço doméstico ainda opera acima da paridade internacional.

Para as distribuidoras, combustíveis mais baratos reduzem necessidade de capital de giro. Consequentemente, o primeiro trimestre tende a ficar menos apertado financeiramente.

A medida reforça o papel estratégico da Petrobras no controle da inflação. Sobretudo em momentos de pressão sobre os preços no mercado brasileiro.