Veja o resumo da noticia

  • Diálogo telefônico entre os presidentes Lula e Trump abordando relações bilaterais e temas da agenda internacional, com duração de 50 minutos.
  • Discussão sobre o cenário econômico do Brasil e dos Estados Unidos, com ênfase nas perspectivas positivas e no crescimento para a região.
  • Lula confirmou visita a Washington após viagens à Índia e Coreia do Sul, atendendo a convite de Trump, com data a ser definida.
  • Abordagem da situação na Venezuela, com Lula defendendo a preservação da paz, estabilidade regional e bem-estar da população.
  • Lula propôs foco na questão de Gaza e inclusão da Palestina, defendendo reforma da ONU e ampliação do Conselho de Segurança.
  • Proposta de cooperação no combate ao crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e congelamento de ativos.
Ligação Lula e Trump
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação começou às 11h e durou cerca de 50 minutos, segundo informou o Palácio do Planalto.

De acordo com a nota oficial, os dois líderes falaram sobre a relação bilateral e temas da agenda internacional. Um dos pontos centrais da conversa foi o cenário econômico dos dois países.

Segundo o governo brasileiro, Lula e Trump trocaram informações sobre indicadores que “apontam boas perspectivas para as duas economias”. Trump afirmou que o crescimento do Brasil e dos Estados Unidos é positivo para toda a região.

Além disso, durante a ligação, Lula confirmou que fará uma visita a Washington após viagens já programadas à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro. A data ainda será definida. O presidente brasileiro fez o convite, e o presidente norte-americano o recebeu bem.

Venezuela

Os presidentes também discutiram a situação na Venezuela. Nesse sentido, Lula destacou a importância de preservar a paz, a estabilidade regional e o bem-estar da população venezuelana.

Outro tema abordado foi o convite dos Estados Unidos para que o Brasil participe do chamado Conselho da Paz. Lula sugeriu que a iniciativa tenha foco específico na questão de Gaza e inclua um assento para a Palestina. Nesse contexto, o presidente brasileiro voltou a defender uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas, com a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Além disso, Lula reiterou uma proposta de cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos de grupos criminosos e troca de informações financeiras. Segundo o Planalto, Trump recebeu bem a proposta.