Veja o resumo da noticia
- Lula demonstra insatisfação com Toffoli devido ao Caso Master e acompanha de perto o andamento das investigações no STF.
- O presidente expressa preocupação com a exposição negativa do STF e os ruídos políticos gerados pelo caso para o governo.
- Lula pretende abordar o tema diretamente com Toffoli, buscando garantias sobre a condução das apurações e o sigilo.
- O inquérito tem potencial de atingir diferentes campos políticos, incluindo oposição e aliados do governo, aumentando a sensibilidade.
- Toffoli rejeita o impedimento, defendendo sua imparcialidade, enquanto o Planalto demonstra apreensão com o andamento do processo.
- A situação coloca o governo em posição delicada, com pressão por transparência e possíveis desdobramentos eleitorais em 2026.

O presidente Lula tem demonstrado crescente insatisfação com o ministro Dias Toffoli. Segundo a Folha de S.Paulo, auxiliares do Planalto relatam que o petista acompanha de perto o Caso Master.
Além disso, Lula sinalizou que não pretende defender publicamente o magistrado. Portanto, marca mudança significativa na relação entre governo e STF.
Desabafo revela possível ruptura
Em conversas reservadas, Lula mencionou a possibilidade de Toffoli deixar o tribunal. As falas aconteceram em tom de desabafo com auxiliares próximos.
Consequentemente, o presidente avalia que o episódio amplia a exposição negativa do STF. Além disso, gera ruído político para o governo em momento delicado.
No entanto, integrantes do Planalto consideram improvável um pedido formal. Afinal, tal movimento teria repercussões políticas imprevisíveis.
Nova conversa no radar
Mesmo assim, Lula indicou que pretende abordar o tema diretamente com Toffoli. Assim, retomaria conversa iniciada no fim de 2025.
Na ocasião anterior, Lula defendeu apurações completas até o fim. Além disso, buscou garantias de que o tribunal manteria esse compromisso.
Atualmente, o elevado nível de sigilo do processo incomoda o presidente. Sobretudo após reportagens revelarem relações de familiares do ministro com estruturas financeiras ligadas ao Banco Master.
Lula manifestou preocupação com a percepção pública da investigação. Afinal, teme que a apuração perca força ou termine sem responsabilizações.
O inquérito tem potencial de atingir diferentes campos políticos. Portanto, inclui partidos da oposição e aliados do próprio governo.
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mantém relações com o centrão. Além disso, possui ligações com lideranças petistas na Bahia. Consequentemente, aumenta a sensibilidade do caso no ambiente político.
Toffoli rejeita impedimento
Por outro lado, o ministro afirma não ver motivos para se declarar impedido. Assim, sustenta que episódios controversos não comprometem sua imparcialidade. Entre os casos citados está uma viagem em avião particular. Além disso, negócios de familiares também geraram questionamentos públicos.
Mesmo assim, Toffoli mantém a relatoria do inquérito. Portanto, segue como figura central na apuração das irregularidades. Nos bastidores, auxiliares relatam apreensão crescente do presidente. O sigilo imposto ao processo dificulta avaliação completa dos fatos.
Dessa forma, Lula enfrenta pressão de diferentes setores. Afinal, tanto aliados quanto opositores cobram transparência na investigação.
A situação coloca o governo em posição delicada. Sobretudo porque o presidente nomeou Toffoli para o STF em 2009.
Impacto político em jogo
Analistas avaliam que o caso pode ter desdobramentos eleitorais. Afinal, 2026 marca ano de eleições presidenciais no país.
Além disso, o desgaste do STF afeta a imagem das instituições. Consequentemente, alimenta discursos antidemocráticos em setores radicais.
Por fim, o desenrolar do Caso Master será decisivo. Afinal, pode redefinir relações entre Executivo e Judiciário nos próximos meses.