Veja o resumo da noticia
- Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para ampliar apoio fora do bolsonarismo raiz e reduzir rejeição no cenário pré-eleitoral.
- A presença de Tarcísio de Freitas como alternativa competitiva intensifica a necessidade de Flávio Bolsonaro se fortalecer.
- Estratégias de comunicação são revistas para atenuar imagem reativa, buscando atributos presidenciais e diálogo ampliado.
- Profissionalização da produção de conteúdo é vista como essencial para integrar redes sociais, imprensa e agenda territorial.

Sem o apoio explícito de nomes relevantes da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta, no início da pré-campanha, dificuldades para reduzir a rejeição e superar resistências fora do núcleo bolsonarista. Além disso, convive com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), apontado como uma alternativa mais competitiva ao Palácio do Planalto.
Diante disso, interlocutores consideram essencial ampliar o leque de apoios. Com isso, construir uma imagem que vá além do bolsonarismo, movimento que impulsionou a busca por um profissional de marketing.
O senador tem mantido conversas com diferentes profissionais do mercado em busca de alguém capaz de estruturar a estratégia e fortalecer a comunicação. Além de apresentar um plano para a disputa eleitoral de 2026.
Nas tratativas, a principal demanda é conseguir associar a imagem do senador à figura do pai. Mas, ao mesmo tempo, associar um perfil mais moderado e individual. A avaliação interna é que a campanha precisará abandonar o tom reativo e as pautas identitárias para desenvolver atributos presidenciais, agenda econômica, discurso institucional e capacidade de diálogo.
Também há pressão para profissionalizar a produção de conteúdo e integrar de forma mais eficiente nas redes sociais. Além disso, a imprensa e agenda territorial, pontos considerados fragilidades recorrentes nas campanhas anteriores do campo bolsonarista.