Veja o resumo da noticia

  • Defesa de Bolsonaro solicita ao STF autorização para visitas de parlamentares e líderes do PL, enquanto ele está detido em Brasília.
  • Lista de visitantes inclui Valdemar Costa Neto, senadores Wilder Morais e Magno Malta, e deputados Hélio Negão e Cabo Gilberto Silva.
  • Objetivo é reorganizar a articulação política de Bolsonaro, cuja comunicação com aliados tem sido restrita desde a prisão.
  • Pedido ocorre após apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, com o ex-presidente buscando manter influência política.
  • Bolsonaro busca participar da sucessão presidencial, e as visitas são estratégicas para a coordenação de decisões políticas.
  • Além do pedido, há visitas agendadas com ministro do TCU e senador, após autorização para Tarcísio de Freitas visitar.
  • A ampliação das visitas busca reduzir o isolamento político e reconstruir canais de decisão em momento crucial para o grupo.
Gabriela Biló/Folhapress
Gabriela Biló/Folhapress

A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para visitas de parlamentares. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes. Além disso, inclui lideranças do Partido Liberal e deputados alinhados ao bolsonarismo.

O ex-presidente cumpre pena em Brasília. Portanto, precisa de autorização judicial para receber visitantes além da família.

Lista inclui líderes do PL e parlamentares aliados

A petição quer liberar acesso de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Além disso, solicita entrada dos senadores Wilder Morais e Magno Malta. Deputados Hélio Negão e Cabo Gilberto Silva também constam na lista.

Todos os nomes são parlamentares alinhados ao bolsonarismo no Congresso. Consequentemente, o encontro visa reorganizar a articulação política do ex-presidente.

O pedido acontece em um momento de tentativa de reorganização política. Desde a prisão, Bolsonaro conversa basicamente com os filhos e Michelle Bolsonaro. Portanto, a comunicação com aliados ficou restrita.

Essa limitação tem gerado ruídos internos no campo bolsonarista. Além disso, dificulta a coordenação de estratégias políticas. Consequentemente, a ampliação das visitas se torna essencial.

Pedido vem após apoio formal a Flávio Bolsonaro

A solicitação acontece após Bolsonaro formalizar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O ex-presidente enviou uma carta endossando o senador para a presidência. Portanto, reposiciona-se como fiador político do projeto do filho.

Mesmo atrás das grades, Bolsonaro mantém influência sobre as decisões políticas. Além disso, busca participar ativamente da sucessão presidencial. Consequentemente, as visitas ganham peso estratégico.

Antes da decisão sobre o novo pedido, Bolsonaro tem algumas visitas previstas. Nesta quarta-feira, 28, receberá Jorge de Oliveira, ministro do TCU. Além disso, encontrará o senador Rogério Marinho.

O governador Tarcísio de Freitas obteve autorização judicial na semana passada. Entretanto, cancelou a agenda inicial. A visita foi remarcada para quinta-feira, 29.

Retomada de visitas tem peso simbólico e prático

A ampliação gradual das visitas possui importância dupla. Primeiro, ajuda a reduzir o isolamento político do ex-presidente. Segundo, reconstrói canais de decisão em momento crucial.

O bolsonarismo discute sucessão, estratégia eleitoral e posicionamento frente ao governo Lula. Portanto, a participação direta de Bolsonaro se torna fundamental. Além disso, fortalece a coordenação entre aliados.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado. A condenação foi por tentativa de golpe de Estado. Inicialmente, ficou detido na Superintendência da Polícia Federal.

No dia 15 de janeiro, foi transferido para o 19º Batalhão da PM-DF. O local é conhecido como “Papudinha”. Além disso, fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

A transferência ocorreu após decisão judicial. Consequentemente, o ex-presidente está em ambiente de maior segurança. A defesa agora trabalha para ampliar o acesso de aliados políticos.