Veja o resumo da noticia
- Super Quarta: BC do Brasil e Fed decidem sobre política monetária, com investidores atentos a dados fiscais e discursos de Donald Trump.
- Expectativa é de manutenção da Selic no Brasil, com foco no comunicado do Copom para sinais de futuros cortes de juros.
- Nos EUA, o Fed deve manter as taxas inalteradas, apesar da pressão de Trump, aguardando um balanço de riscos mais claro.
- Tesouro Nacional divulga relatórios da dívida, incluindo RMD, RAD e PAF, que influenciam expectativas fiscais e de financiamento.
- Mercado aguarda balanços de big techs como Microsoft, Meta e Tesla, além do discurso de Trump sobre contas do governo.
- Ibovespa renova recorde impulsionado por fluxo estrangeiro e inflação benigna, enquanto Argentina vê melhora no risco-país.

A tão aguardada Super Quarta finalmente chegou. A sessão desta quarta-feira (28) marca a primeira rodada do ano em que Banco Central do Brasil e Federal Reserve divulgam, no mesmo dia, suas decisões sobre política monetária. Além disso, a agenda traz dados fiscais relevantes no Brasil e discursos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que seguem no radar dos investidores.
Expectativa para os juros no Brasil
No mercado doméstico, o consenso aponta para manutenção da Selic em 15% ao ano. Apesar disso, a atenção se volta ao comunicado do Copom, em busca de sinais sobre quando pode começar um eventual ciclo de cortes. A leitura do IPCA-15 mais fraca em janeiro ajudou a aliviar o cenário inflacionário na margem, mas ainda não altera, por si só, a postura cautelosa do Banco Central.
Fed decide sob pressão política
Nos EUA, o Fed também deve manter os juros no intervalo atual, entre 3,5% e 3,75%, mesmo diante da pressão pública de Trump por cortes mais agressivos. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indica 97% de probabilidade de manutenção. Além disso, Para o Bank of America, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) segue “firmly on hold”, à espera de uma mudança mais clara no balanço de riscos.
Tesouro divulga dados-chave da dívida
Ainda no Brasil, o Tesouro Nacional publica hoje uma bateria de relatórios relevantes:
- Relatório Mensal da Dívida (RMD) de dezembro de 2025
- Relatório Anual da Dívida (RAD) de 2025
- Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026
Os documentos serão divulgados às 14h30 e ajudam a balizar expectativas sobre financiamento, rolagem da dívida e estratégia fiscal.
Big techs e discurso de Trump no radar
No exterior, além da decisão do Fed, Trump participa às 11h da cúpula “Trump Accounts”, promovida pelo Departamento do Tesouro. Pois, O mercado também se prepara para uma rodada pesada de balanços corporativos, com destaque para Microsoft, Meta e Tesla, que podem influenciar o humor global.
Ibovespa renova recorde
O Ibovespa fechou a terça-feira (27) aos 181.919 pontos, renovando o recorde nominal histórico. O movimento foi sustentado pelo forte fluxo estrangeiro e pela leitura mais benigna da inflação. Na máxima do dia, o índice chegou a 183.360 pontos.
O que pode mexer com o mercado hoje
Brasil
- 08h00 – Sondagem da Indústria
- 14h30 – Fluxo Cambial Semanal
- 18h30 – Decisão do Copom sobre a Selic
Estados Unidos
- 10h30 – Balança comercial
- 12h30 – Estoques de petróleo bruto
- 16h00 – Decisão de juros do Fed
- 16h30 – Entrevista coletiva de Jerome Powell
Internacional
Risco-país argentino em queda
O risco-país da Argentina caiu abaixo dos 500 pontos-base, mínima em quase oito anos. O movimento reforça a leitura de melhora na percepção de crédito, apoiada por compras de dólares pelo banco central local e pela consolidação política do governo de Javier Milei.
Tensões geopolíticas no radar
Israel afirmou ter atacado posições do Hezbollah no sul do Líbano, alegando violação do cessar-fogo. O tema segue como fator de risco para ativos globais, especialmente commodities.