Veja o resumo da noticia

  • Reunião do Copom em 2026 avalia a Selic em meio a expectativas do mercado e volatilidade nos ativos financeiros, com cautela do Banco Central.
  • Analistas preveem manutenção da Selic em 15% devido a inflação desancorada, risco cambial e mercado de trabalho resiliente, sem cortes em janeiro.
  • Warren Investimentos projeta início do ciclo de flexibilização em março, com Selic perto de 12% no fim de 2026, dependendo da inflação e do trabalho.
Selic
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza nesta quarta-feira (28) a primeira reunião de 2026 para decidir a taxa Selic. O encontro ocorre em meio a expectativas elevadas do mercado, que acompanha de perto os sinais da autoridade monetária após um fim de ano marcado por maior volatilidade nos ativos.

A avaliação predominante entre analistas é de que o Copom deve manter a Selic em 15% ao ano. Segundo a análise dos especialistas da Warren Investimentos, o comitê ainda não reúne condições suficientes para iniciar um ciclo de cortes já em janeiro.

Na leitura da casa, a ata da reunião de dezembro deixou claro que o Copom segue cauteloso diante de um ambiente inflacionário adverso. Entre os principais pontos de atenção estão as expectativas de inflação ainda desancoradas, o risco de repasse cambial e uma dinâmica de inflação corrente considerada desconfortável.

Além disso, a resiliência do mercado de trabalho, com ganhos reais de renda, continua pressionando a atividade econômica.

Diante desse cenário, a Warren projeta que o início do ciclo de flexibilização monetária deve ficar para março, com um corte inicial de 0,50 ponto percentual. Assim, a projeção indica que a Selic pode fechar 2026 perto de 12%, o que depende da inflação e do desempenho do mercado de trabalho.

Caso as pressões persistam, o ritmo de cortes pode ser mais limitado.

No ambiente externo, a análise também considera a recente decisão do Federal Reserve, que reduziu os juros nos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual. No Brasil, indicadores recentes de atividade e inflação vieram dentro do esperado, mas ainda sem mudança qualitativa suficiente para alterar a postura do Banco Central.

Para esta reunião, espera-se manutenção dos juros e comunicado firme, com foco na reancoragem das expectativas de inflação e cautela antes de mudanças monetárias oficiais.