Veja o resumo da noticia
- A Polícia Federal inicia inquérito sobre esquema digital com influenciadores focados em ataques ao Banco Central e defesa do Banco Master.
- Investigação da PF sobre o caso teve início a partir de informações preliminares, coletadas em procedimento de apuração.
- A PF identificou ao menos 40 perfis suspeitos de envolvimento, possivelmente ligados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
- Influenciadores de diversas áreas, incluindo entretenimento e finanças, foram contratados para ampliar o alcance das mensagens.
- Empresas de marketing digital procuraram influenciadores oferecendo propostas para questionar a liquidação do Banco Master.
- Com a abertura do inquérito, a PF busca comprovar o pagamento aos influenciadores através de quebras de sigilo bancário.

A Polícia Federal abriu inquérito nesta quarta-feira (28) para investigar um esquema digital suspeito. O caso envolve a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. Além disso, as publicações defendiam o Banco Master.
O inquérito ficará sob comando da Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção). Portanto, a investigação ganhou status de prioridade institucional.
Como a PF descobriu o esquema
A investigação começou com uma IPJ (Informação de Polícia Judiciária). Esse é um procedimento preliminar de apuração. Assim, a PF coletou elementos iniciais sobre o caso.
Com base nesses indícios, os investigadores viram motivos suficientes para abrir inquérito policial. Consequentemente, agora podem intimar testemunhas e fazer pedidos à Justiça.
Em 9 de janeiro, a CNN revelou detalhes importantes da operação. A PF traçou uma linha do tempo das publicações contra o BC. Além disso, o período analisado foi entre 9 de dezembro de 2024 e 6 de janeiro de 2025.
Durante esse intervalo, investigadores identificaram ao menos 40 perfis suspeitos. Esses perfis podem ter sido contratados no chamado “Projeto DV”. Portanto, as iniciais se referem a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Quem são os influenciadores investigados
Os perfis pertencem a influenciadores de diferentes áreas, como entretenimento, celebridades e criadores de conteúdo financeiro. Assim, a estratégia alcançou públicos variados.
O objetivo era ampliar o alcance das mensagens. Como resultado, diferentes nichos de audiência receberam conteúdos com estrutura e linguagem muito semelhantes. Quase todas as postagens repetiam os mesmos argumentos e adotavam o mesmo tom.
Entre as alegações, os perfis afirmavam que “pessoas comuns seriam prejudicadas com o desmoronamento do Master”. Além disso, citavam “indícios de precipitação na liquidação do banco” pelo Banco Central. Dessa maneira, as publicações buscavam questionar o momento da ação regulatória.
Outro argumento recorrente dizia que “o banco foi liquidado em tempo considerado incomum”. Assim, as mensagens sugeriam possíveis irregularidades no processo.
Como funcionava a contratação
Influenciadores relataram que empresas de marketing digital fizeram contato no fim de 2025. Portanto, o esquema operava por meio de intermediários.
Essas empresas apresentavam propostas para a publicação de conteúdos específicos. Além disso, solicitavam a divulgação de mensagens que questionavam a liquidação extrajudicial do Banco Master. Como consequência, criaram uma narrativa coordenada contra o Banco Central.
Agora, com o inquérito oficialmente instaurado, a Polícia Federal amplia as apurações. Investigados e testemunhas deverão prestar depoimento. Além disso, a corporação prepara pedidos formais à Justiça.
Entre as medidas, a PF pode solicitar quebra de sigilo bancário e telemático. Assim, os investigadores pretendem comprovar pagamentos aos influenciadores e mapear toda a cadeia de financiamento do esquema.