
A América Latina está apresentando melhoras em termos de déficit fiscal em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desde a pandemia, diferente de outros mercados emergentes.
Contudo, o Brasil em especifico, com a dívida do governo sendo uma das maiores da região, deve ter o maior déficit fiscal na América Latina em 2026. Isso de acordo com a chefe de ratings da Fitch Ratings para Américas e Ásia-Pacífico, Shelly Shetty.
Ainda assim, a profissional menciona que a inflação no Brasil tem cedido e o crescimento econômico, aumentado.
A Fitch trabalha com a projeção de que o país deve crescer apenas um pouco abaixo de 2,0% em 2026, enquanto os Estados Unidos devem crescer 2% e a China deve ver seu crescimento cair de 5% para 2,1% por conta da demanda interna menor.
Inclusive, os investimentos da China para a América Latina permanecem baixos. Além disso, o cenário externo segue como um fator de atenção para a região.
A desaceleração da economia chinesa e o menor volume de investimentos do país na América Latina podem limitar o ritmo de crescimento dos países latino-americanos nos próximos anos.