Veja o resumo da noticia

  • Ações da Raízen (RAIZ4) disparam e voltam a negociar acima de R$ 1, impulsionadas pela queda dos juros futuros e expectativa de aumento de capital.
  • Alto endividamento da Raízen impacta resultados, com dívida líquida de R$ 53,437 bilhões e alavancagem financeira em 5,1 vezes o Ebitda.
  • Cade aprova venda de ativos da Bioenergia Barra para a GNR Dois Arcos, envolvendo central de minigeração de eletricidade movida a biogás.
  • Mercado aguarda detalhes sobre aumento de capital, com analistas avaliando impacto nos resultados e prioridade na redução da alavancagem.
  • Empresa busca recuperar margens operacionais no setor de combustíveis e investidores monitoram decisões estratégicas da administração.
  • Setor de biocombustíveis enfrenta desafios, mas Raízen se beneficia da transição energética com produção de etanol, biogás e biometano.
Raízen investirá R$ 150 mi em energia vinda do bagaço da cana
(Foto: Raízen/ Divulgação)

As ações da Raízen (RAIZ4) dispararam 16,67% nesta quarta-feira (28). Portanto, os papéis voltaram a negociar acima de R$ 1 pela primeira vez desde outubro. Por volta das 12h48, a cotação atingiu R$ 1,05. Consequentemente, a empresa rompe uma barreira psicológica importante para o mercado.

O papel não alcançava esse patamar desde 6 de outubro de 2025. Assim, a recuperação marca um momento importante para investidores.

Fatores que impulsionam a alta

A queda dos juros futuros beneficia diretamente a companhia. Ademais, a empresa possui alto endividamento que pesa nos resultados.

Notícias sobre um possível aumento de capital também animam o mercado. Portanto, a captação entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão pode aliviar as finanças.

O modelo intensivo em capital da  Raízen (RAIZ4) ampliou a dívida recentemente. Além disso, o ciclo de juros elevados encareceu ainda mais o crédito.

Situação financeira desafiadora

A dívida líquida da Raízen atingiu R$ 53,437 bilhões no último balanço. Consequentemente, a alavancagem financeira chegou a 5,1 vezes o Ebitda.

As margens no setor de combustíveis sofreram compressão nos últimos trimestres. Entretanto, a empresa busca alternativas para reverter o quadro.

A controladora Cosan (CSAN3) também acompanha o movimento positivo. Assim, investidores apostam em melhorias operacionais do grupo.

Cade aprova venda de ativos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica autorizou uma operação da companhia. Portanto, a Bioenergia Barra pode vender a Bio Polares.

A compradora é a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás. Ademais, a empresa atua na produção de biometano para comercialização.

A transação envolve uma central de minigeração de eletricidade movida a biogás. Entretanto, o valor do negócio não foi divulgado publicamente.

Perspectivas para o futuro

O mercado aguarda mais detalhes sobre o aumento de capital planejado. Consequentemente, analistas avaliam o impacto dessa operação nos resultados.

A redução da alavancagem financeira é prioridade para a gestão. Além disso, a empresa busca recuperar margens operacionais do setor.

Investidores monitoram de perto os próximos movimentos da administração. Portanto, decisões estratégicas podem definir o rumo das ações.

Contexto do setor de energia

O segmento de biocombustíveis enfrenta desafios estruturais no país. Entretanto, também apresenta oportunidades com a transição energética.

A Raízen possui presença relevante em produção de etanol e açúcar. Assim, diversifica receitas além do segmento de combustíveis fósseis.

O crescimento da demanda por energia renovável beneficia a companhia. Consequentemente, projetos de biogás e biometano ganham importância estratégica.