Veja o resumo da noticia

  • O Federal Reserve mantém a taxa de referência, refletindo cautela devido a dados econômicos incertos após o shutdown governamental recente.
  • Decisão do Fed não foi unânime, com diretores defendendo corte de juros, enquanto analistas divergem sobre as projeções futuras.
  • Manutenção dos juros nos EUA pode beneficiar mercados emergentes, atraindo fluxo de investidores estrangeiros para o Brasil.
  • Analistas preveem cortes de juros nos EUA no futuro, caso a economia americana apresente sinais de desaceleração gradual.
  • Comitê do Fed analisará indicadores econômicos para definir os próximos passos, com expectativa de nova postura da presidência.
Sede do Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos - Foto: Reprodução/X
Sede do Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos - Foto: Reprodução/X

O Federal Reserve (FED) optou pela cautela nesta quarta-feira (28). Segundo Nicolas Gass, head de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, a decisão reflete preocupação com a qualidade dos dados econômicos após o shutdown governamental. Portanto, o Banco Central americano preferiu aguardar informações mais consistentes antes de mexer nos juros.

A taxa de referência permaneceu entre 3,50% e 3,75%. “A decisão de manter os juros vem muito por cautela na análise de dados”, explica Gass. Ele lembra que o shutdown ocorreu há dois meses. Consequentemente, as estatísticas econômicas podem ter perdido precisão nesse período.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, reforça a importância da votação. “Dois diretores defendendo um corte de 25 pontos-base”, destaca. Portanto, há pressão interna por flexibilização monetária.

Christopher Waller e Steven Mirren. Aliás, Waller é cotado para presidir o Fed futuramente e Mirren tinha sido indicado por Trump.

Projeções dividem analistas

Gass prevê dois cortes em 2025: um de 0,25% e outro de 0,5%. Contudo, essas reduções devem acontecer apenas no segundo semestre. Nesse momento, haverá nova gestão no comando do Fed.

O especialista acredita que a economia americana alcançou um “soft landing”. Ou seja, desaceleração sem recessão. Por isso, o Fed pode relaxar gradualmente a política monetária.

Dados econômicos no radar

O primeiro semestre será crucial. Os membros do Comitê analisarão cuidadosamente cada indicador econômico. Se a economia mostrar sinais de desaceleração forte, cortes podem vir antes.

Por outro lado, dados positivos justificam manter os juros. O mercado permanece dividido sobre qual cenário prevalecerá. Portanto, as próximas semanas serão decisivas para investidores globais.

A expectativa é que o novo presidente do Fed adote tom mais dovish. Isso significa política mais favorável a cortes. Trump historicamente prefere juros baixos para estimular crescimento econômico.