Veja o resumo da noticia
- Ibovespa reage positivamente à sinalização do Banco Central sobre possível corte na taxa Selic, abrindo em alta.
- Apesar da abertura positiva, o índice perde força ao longo do dia, revertendo o movimento inicial de alta.
- Copom mantém a Selic em 15%, mas indica possível flexibilização da política monetária em breve, influenciando o mercado.
- Mercado financeiro ajusta posições após a reação inicial, com investidores realizando lucros no pregão.

O Ibovespa passou a operar em queda nesta quinta-feira (29), após abrir em alta no início do pregão. O movimento ocorre depois da reação inicial à decisão do Banco Central, que manteve a Selic em 15% ao ano e sinalizou o início de um ciclo de cortes de juros a partir de março.
Pela manhã, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a subir 0,83%, alcançando 186.219 pontos, com investidores reagindo de forma positiva à perspectiva de juros mais baixos nos próximos meses.
No entanto, ao longo do pregão, o mercado perdeu força. Por volta das 13h, o Ibovespa recuava 0,45%, aos 183.861 pontos, em meio à realização de lucros e a ajustes de posições após o impulso inicial.
Na quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros inalterada. A decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.
Apesar da manutenção, o comunicado trouxe um sinal considerado positivo. O Copom afirmou que, se o cenário projetado se confirmar, pretende iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião.
“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”, informou o Banco Central, ao reforçar o compromisso com a convergência da inflação à meta.
A sinalização ocorre diante da avaliação de que a inflação mostra sinais de maior controle. Ainda assim, o Copom destacou que manterá uma política monetária restritiva enquanto necessário.
A Selic está em 15% desde o fim de junho. Com a decisão desta semana, o Banco Central completa quatro reuniões consecutivas mantendo a taxa nesse patamar.