Veja o resumo da noticia

  • Balanço do governo com controle de despesas e fim de benefícios fiscais concentrados, considerados 'pró-mamata' pelo ministro.
  • Incentivos fiscais criticados por beneficiarem minoria, enquanto a maioria das empresas cresce sem esses privilégios.
  • Déficit primário menor na atual gestão em comparação com o governo anterior, que herdou dez anos de saldo negativo.
  • Equipe econômica focada em restabelecer a previsibilidade fiscal e corrigir os 'estragos' herdados desde 2023.
  • Avaliação do Brasil começa a mudar entre analistas e agentes pessimistas devido ao desempenho recente da economia.
  • Implementação de reforma tributária e mudanças no setor de crédito para criar bases sólidas para o crescimento econômico.
Haddad
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um balanço dos resultados econômicos do governo e afirmou que a atual gestão avançou no controle das despesas. Além disso, segundo ele, houve uma tentativa clara de acabar com benefícios fiscais concentrados em poucos grupos, que classificou como “pró-mamata”.

Em entrevista ao Metrópoles, Haddad disse que esses incentivos atingem apenas uma minoria do setor produtivo.

99% dos empresários brasileiros estão trabalhando em suas indústrias, oficinas, lojas, escritórios, sem pedir benefícios fiscais aqui em Brasília”, afirmou o ministro. Segundo ele, a maioria das empresas cresce sem depender de incentivos específicos.

Déficit menor e herança fiscal

Ao tratar das contas públicas, Haddad voltou a afirmar que o déficit primário do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será 70% menor do que o registrado no governo anterior.

De acordo com o ministro, a atual gestão herdou um cenário fiscal deteriorado. Ele destacou que o governo recebeu dez anos consecutivos de saldo negativo no resultado primário.

Por isso, desde 2023, a equipe econômica trabalha para “consertar os estragos” e restabelecer previsibilidade fiscal.

Avaliação do Brasil começa a mudar

Haddad avaliou ainda que o desempenho recente da economia começa a alterar a visão de analistas e agentes mais pessimistas em relação ao país.

Na avaliação dele, os resultados do terceiro mandato de Lula, aliados a medidas estruturais, têm levado críticos a rever posições. “As pessoas mais pessimistas com o Brasil estão começando a dar o braço a torcer”, disse.

Reforma tributária e crédito no foco

Por fim, o ministro afirmou que o governo promoveu uma “pequena revolução” na área tributária. Além disso, ele citou mudanças relevantes no setor de crédito.

Segundo Haddad, essas ações criam bases mais sólidas para o crescimento econômico. Dessa forma, o governo busca ampliar investimentos, reduzir distorções e diminuir a dependência de privilégios fiscais concentrados.